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Blog do Caseiro


O gol de Ronaldo

JANIO DE FREITAS


A informação de Ronaldo traz colaboração importante, se não para inquérito, por certo para uma biografia de Lula



CONHECIDAS OUTRAS relações suspeitas ou comprometedoras entre Lula e ao menos uma empreiteira, nem a alienação dos grã-finos da oposição, nem artimanhas ou equívocos de transcrição podem obscurecer a gravidade da informação dada pelo jogador Ronaldo sobre outro comprometimento do próprio presidente da República com empreiteiras.
Em contraste com as versões publicadas no noticiário como se literais, mas todas abrandando a frase objetiva e clara de Ronaldo, Tostão, o cronista craque, fechou sua coluna de ontem com uma nota, "Absurdo", que repõe sentido e tempos verbais adequados ao original: "Ronaldo disse no programa "Bem, Amigos", do SporTV, que o presidente Lula tem ajudado bastante o Corinthians por meio de contatos com empreiteiros para a construção do centro de treinamento do clube! Absurdo um presidente fazer isso! Parei!".
Ronaldo segundo o noticiário da Folha: "Ele [Lula] é a principal pessoa que tem ajudado o Corinthians nesta nova fase. Mas não é ajuda financeira. O que ele tem feito é passar contatos de empreiteiras e indicar empresas que podem ajudar".
Ronaldo segundo "O Globo", na primeira página, lá sem aspas de palavras de transcrição: "Ronaldo surpreendeu ao afirmar, no "Bem, Amigos", do SporTV, que o presidente Lula vai indicar as empreiteiras que construirão o centro de treinos do Corinthians". Ronaldo na página principal de esportes, com sinal de transcrição literal: "O presidente Lula é quem mais está ajudando o Corinthians nessa fase. Ele está dando alguns contatos de empreiteiras que podem nos ajudar, mas não é financeiramente. Ele é fanático, um corintiano roxo. O presidente está sabendo de tudo e indica as empresas que podem ajudar".
Registro meu, no trecho que aqui interessa, quando referido o encontro do jogador com Lula: ..."é uma das pessoas que mais ajudam o Corinthians. É o que ajuda mais. Ele pede a empreiteiras para nos ajudar".
Notícia anterior ao Lula presidente deu conta de que sua filha morava em Paris custeada por uma empresa, citada mais tarde como uma empreiteira. Já em pleno mandato, a gigantesca empreiteira Andrade Gutierrez associa-se, e infla de capital, a pequena ou micro empresa de que um filho de Lula é sócio. E há meio ano está aí, consumada, uma das maiores aberrações já havidas no Brasil em negócios privados com a mão e o dinheiro providenciados pelo governo: a compra da Brasil Telecom pela Oi/Telemar (Grupo Andrade Gutierrez) antes mesmo que Lula alterasse a lei para torná-la possível.
Um dos três inquéritos pedidos, agora, pelo procurador federal Rodrigo de Grandis no caso Satiagraha, refere-se ao negócio BrT-Oi/Telemar, porque financiado por dois bancos estatais, o BNDES e o do Brasil, e participação de Daniel Dantas, com suspeita de crime financeiro ou lavagem de dinheiro em torno de sua parte. Esse é um inquérito que, se levado adiante pelo Judiciário, pode chegar ao que uma CPI, caso os partidos oposicionistas fizessem oposição com honestidade e civismo, já poderia ter chegado.
Tal como dada mesmo, a informação de Ronaldo traz uma colaboração importante. Se não para o inquérito, cujo pedido o Judiciário talvez prefira em um arquivo, por certo para uma biografia de Lula mais verdadeira do que a fabricada pela Unesco para um prêmio sem candidatos.

Fonte: Folha de S.Paulo -9/7/09



Escrito por Caseiro de Pindorama às 11h22
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Anistia: Israel cometeu crimes de guerra 'sem precedentes' em Gaza

A Anistia Internacional divulgou nesta quinta-feira, em Londres, Inglaterra,o seu relatório sobre a ofensiva militar de 22 dias (27 de dezembro de 2008 a 17 de janeiro de 2009) de Israel contra a Faixa de Gaza.

Segundo o relatório da Anistia Internacional, Israel:

* Praticou a "destruição cruel", "indiscriminada", "sem precedentes", da Faixa de Gaza em ataques que frequentemente tinham como alvos civis palestinos.

* Usou armas de baixa precisão, como artilharia e fósforo branco, em áreas densamente povoadas.

* Promoveu ataques indiscriminados diretos ou indiretos contra civis e alvos civis. Várias centenas de civis foram mortos como resultado destes ataques

* Demoliu e destruiu casas e prédios civis em grande escala, e a destruição não poderia ser justificada como uma necessidade militar.

"Impediu equipes médicas de retirar os feridos, além de atacar algumas equipes médicas em ambulâncias.

O relatório da Anistia Internacional afirma ainda que: 

* Centenas de civis palestinos foram mortos com armas de alta precisão e outros com tiros à queima-roupa, "sendo que não representavam ameaça à vida de soldados israelenses".

* A Anistia não encontrou evidências que apoiem as acusações israelenses de que os militantes do Hamas, em Gaza, usaram civis como "escudos humanos". A entidade diz, no entanto, que há evidências de maus tratos contra civis palestinos -- inclusive crianças -- por parte de soldados israelenses.

* Cerca de 1.400 palestinos foram mortos na operação militar israelense. Esses números batem com as estatísticas divulgadas por palestinos.Entre os mortos, mais de 900 eram civis, incluindo 300 crianças e 115 mulheres, de acordo com o relatório. O Exército israelense afirma que 1.166 palestinos morreram, dos quais 295 eram civis.

"Tudo isto é violação das leis internacionais e constitui crimes de guerra", acusa a responsável pelo relatório. "A maior parte da destruição foi cruel e deliberada, e foi promovida de maneira e em circunstâncias que não indicam que possa ser justificada do ponto de vista da necessidade militar."

O documento também  também acusa o grupo palestino Hamas de cometer crimes de guerra, citando os ataques com foguetes lançados contra zonas residenciais em Israel.Treze israelenses foram mortos, incluindo três civis.

Israelenses e palestinos rejeitam o relatório

Yigal Palmor, porta-voz do Ministério do Exterior israelense, questionou a credibilidade do relatório da Anistia.

"Este relatório da Anistia não é um relatório sobre direitos humanos, é um julgamento ao estilo soviético. Não há transparência, não há responsabilidade, não sabemos quem são os juízes. Quem são os membros da equipe de investigação? Eles escondem suas identidades", afirmou.

Palmor também questionou os conhecimentos da equipe de investigação da Anistia, a identidade das testemunhas e se elas trabalham para o Hamas.

Israel atribuiu algumas das mortes de civis a "erros profissionais" e acrescentou que sua conduta seguiu as leis internacionais."Tentamos ser tão precisos quanto podíamos em uma situação de combate difícil", disse à BBC o porta-voz do governo israelense Mark Regev.

Na Faixa de Gaza, Fawzi Barhoum, um porta-voz do Hamas, afirmou que o relatório  da Anistia não é profisssional e não coloca ênfase o bastante em "crimes cometidos por Israel".

"Este relatório não é justo nem equilibrado e nós rejeitamos todas as acusações ao Hamas listadas nele. Ele foi publicado sem a consulta a qualquer um dos líderes ou autoridades do Hamas. O relatório iguala vítimas e carrascos e nega o direito de nosso povo de resistir à ocupação, que é incompatível com a lei internacional que garante o direito de um povo (em território) ocupado à autodefesa."

Um dos líderes do Hamas, Ismail Haniyeh, disse que "esta guerra selvagem teve apenas um lado e todas as ferramentas de destruição e assassinato foram usadas. Os restos da destruição ainda são provas do crime contra a Faixa de Gaza e acreditamos que os líderes da ocupação israelense devem ser entregues aos tribunais internacionais".

Fonte: Viomundo



Escrito por Caseiro de Pindorama às 12h29
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Sarney, o homem incomum

por Leandro Fortes,em Brasília eu Vi

Há anos, nem me lembro mais quantos, os principais colunistas e repórteres de política do Brasil, sobretudo os de Brasília, reputam ao senador José Sarney uma aura divinal de grande articulador político, uma espécie de gênio da raça dotado do dom da ponderação, da mediação e do diálogo. Na selva de preservação de fontes que é o Congresso Nacional, estabeleceu-se entre os repórteres ali lotados que gente como Sarney – ou como Antonio Carlos Magalhães, em tempos não tão idos – não precisa ser olhada pelas raízes, mas apenas pelas folhagens. Esse expediente é, no fim das contas, a razão desse descolamento absurdo do jornalismo brasiliense da realidade política brasileira e, ato contínuo, da desenvoltura criminosa com que deputados e senadores passeiam por certos setores da mídia.

Olhassem Sarney como ele é, um coronel arcaico, chefe de um clã político que há quatro décadas domina a ferro e fogo o Maranhão, estado mais miserável da nação, os jornalistas brasileiros poderiam inaugurar um novo tipo de cobertura política no Brasil. Começariam por ignorar as mentiras do senador (maranhense, mas eleito pelo Amapá), o que reduziria a exposição de Sarney em mais de 90% no noticiário nacional. No Maranhão, a família Sarney montou um feudo de cores patéticas por onde desfilam parentes e aliados assentados em cargos públicos, cada qual com uma cópia da chave do tesouro estadual, ao qual recorrem com constância e avidez. O aparato de segurança é utilizado para perseguir a população pobre e, não raras vezes, para trucidar opositores. A influência política de Sarney foi forte o bastante para garantir a derrubada do g overnador Jackson Lago, no início do ano, para que a filha, Roseana, fosse reentronizada no cargo que, por direito, imaginam os Sarney, cabem a eles, os donatários do lugar.

José Sarney é uma vergonha para o Brasil desde sempre. Desde antes da Nova República, quando era um político subordinado à ditadura militar e um representante mais do que típico da elite brasileira eleita pelos generais para arruinar o projeto de nação – rico e popular – que se anunciava nos anos 1960. Conservador, patrimonialista e cheio dessa falsa erudição tão típica aos escritores de quinta, José Sarney foi o último pesadelo coletivo a nós impingido pela ditadura, a mesma que ele, Sarney, vergonhosamente abandonou e renegou quando dela não podia mais se locupletar. Talvez essa peculiaridade, a de adesista profissional, seja o que de mais temerário e repulsivo o senador José Sarney carregue na trouxa política que carrega Brasil afora, desde que um mau destino o colocou na Presidência da República, em março de 1985, após a mor te de Tancredo Neves.

Ainda assim, ao longo desses tantos anos, repórteres e colunistas brasileiros insistiram na imagem brasiliense do Sarney cordial, erudito e mestre em articulação política. É preciso percorrer o interior do Maranhão, como já fiz em algumas oportunidades, para estabelecer a dimensão exata dessa visão perversa e inaceitável do jornalismo político nacional, alegremente autorizado por uma cobertura movida pelos interesses de uns e pelo puxa-saquismo de outros. Ao olhar para Sarney, os repórteres do Congresso Nacional deveriam visualizar as casas imundas de taipa e palha do sertão maranhense, as pústulas dos olhos das crianças subnutridas daquele estado, várias gerações marcadas pela verminose crÿnica e pela subnutrição idem. Aí, saberiam o que perguntar ao senador, ao invés de elogiar-lhe e, desgraçadamente, conceder-lhe salvo conduto p ara, apesar de ser o desastre que sempre foi, voltar à presidência do Senado Federal.

Tem razão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao afirmar, embora pela lógica do absurdo, que José Sarney não pode ser julgado como um homem comum. É verdade. O homem comum, esse que acorda cedo para trabalhar, que parte da perspectiva diária da labuta incerta pelo alimento e pelo sucesso, esse homem, que perde horas no transporte coletivo e nas muitas filas da vida para, no fim do mês, decidir-se pelo descanso ou pelas contas, esse homem comum é, basicamente, honesto e solidário. Sarney é o homem incomum. No futuro, Lula não será julgado pela História somente por essa declaração infeliz e injusta, mas por ter se submetido tão confortavelmente às chantagens políticas de José Sarney, a ponto de achá-lo intocável e especial. Em nome da governabilidade, esse conceito em forma de gosma fisiológica e imoral da qual se alimenta a escór ia da política brasileira, Lula, como seus antecessores, achou a justificativa prática para se aliar a gente como os Sarney, os Magalhães e os Jucá.

Pelo apoio de José Sarney, o presidente entregou à própria sorte as mais de seis milhões de almas do Maranhão, às quais, desde que assumiu a Presidência, em janeiro de 2003, só foi visitar esse ano, quando das enchentes de outono, mesmo assim, depois que Jackson Lago foi apeado do poder. Teria feito melhor e engrandecido a própria biografia se tivesse descido em São Luís para visitar o juiz Jorge Moreno. Ex-titular da comarca de Santa Quitéria, no sertão maranhense, Moreno ficou conhecido mundialmente por ter conseguido erradicar daquele município e de regiões próximas o sub-registro civil crÿnico, uma das máculas das seguidas administrações da família Sarney no estado. Ao conceder certidão de nascimento e carteira de identidade para 100% daquela população, o juiz contaminou de cidadania uma massa de gente tratada, até então, com o gado sarneyzista. Por conta disso, Jorge Moreno foi homenageado pelas Nações Unidas e, no Brasil, viu o nome de Santa Quitéria virar nome de categoria do Prêmio Direitos Humanos, concedido anualmente pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República a, justamente, aqueles que lutam contra o sub-registro civil no País.

Em seguida, Jorge Moreno denunciou o uso eleitoral das verbas federais do Programa Luz Para Todos pelos aliados de Sarney, sob o comando, então, do ministro das Minas e Energia Silas Rondeau – este um empregado da família colocado como ministro-títere dentro do governo Lula, mas de lá defenestrado sob a acusação, da Polícia Federal, de comandar uma quadrilha especializada em fraudar licitações públicas. Foi o bastante para o magistrado nunca mais poder respirar no Maranhão. Em 2006, o Tribunal de Justiça do Maranhão, infestado de aliados e parentes dos Sarney, afastou Moreno das funções de juiz de Santa Quitéria, sob a acusação de que ele, ao denunciar as falcatruas do clã, estava desenvolvendo uma ação político-partidária. Em abril passado, ele foi aposentado, compulsoriamente, aos 42 anos de idade. Uma dos algozes do juiz, a corregedora (?) do TRE maranhense, é a desembargadora Nelma Sarney, casada com Ronaldo Sarney, irmão de José Sarney.

Há poucos dias, vi a cara do senador José Sarney na tribuna do Senado. Trêmulo, pálido e murcho, tentava desmentir o indesmentível. Pego com a boca na botija, o tribuno brilhante, erudito e ponderado, a raposa velha indispensável aos planos de governabilidade do Brasil virou, de um dia para a noite, o mascate dos atos secretos do Senado. Ao terminar de falar, havia se reduzido a uma massa subnutrida de dignidade, famélica, anêmica pela falta da proteína da verdade. Era um personagem bizarro enfiado, a socos de pilão, em um jaquetão coberto de goma.

Na mesma hora, pensei no povo do Maranhão.

 



Escrito por Caseiro de Pindorama às 18h03
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O telhado de vidro da corporação do bento

Presidente paraguaio assume paternidade de menino de 2 anos

Fernando Lugo ainda era bispo da Igreja Católica quando se relacionou com a jovem Viviana Carrillo, de 26 anos

 

ASSUNÇÃO - O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, admitiu nesta segunda-feira, 13, ser o pai de Guillermo Armindo, um menino de quase dois anos, nascido de um relacionamento com uma jovem chamada Viviana Carrillo quando ele ainda era bispo da Igreja Católica.

 

O caso veio a público no último dia 8, quando os advogados Claudio Costinchok y Walter Acosta entraram com um pedido de reconhecimento de paternidade no nome de Viviana, que posteriormente os desautorizou. 

 

"Tivemos uma relação e assumo todas as responsabilidades que derivam disto. Reconheço a paternidade da criança ante meu povo e minha consciência", disse o presidente.

 

Lugo, de 58 anos, renunciou ao sacerdócio em dezembro de 2006 para se dedicar à política. Ele era bispo na província de São Pedro, a mais pobre do Paraguai, onde mora a mãe da criança. O menino nasceu em maio de 2007.

Lugo disse que não daria mais declarações em respeito a privacidade do filho e pelo fato de exercer a presidência da república.

O paraguaio, eleito em uma coalizão de esquerda no ano passado, enfrenta uma forte oposição dos conservadores do partido Colorado.

Fonte

 

Comentário: O que mais incomoda na corporação comandada por "bento XIV" é a hipocrisia. Mas Lugo não desapontará seus antigos empregadores. Apesar de não ter se mantido casto, não utilizou preservativo, essa invenção do demônio...

 



Escrito por Caseiro de Pindorama às 15h16
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Só 6% controlam geração de renda no Brasil


Livro mostra que meios de produção do país pertencem a 6% da população

Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil


São Paulo - Os meios de produção de riqueza do país estão concentrados nas mãos de 6% dos brasileiros. É uma das conclusões apresentadas no livro Proprietários: Concentração e Continuidade lançado hoje (2), na sede do Conselho Regional de Economia (Corecon), em São Paulo.

A publicação é o terceiro volume da série Atlas da Nova Estratificação Social do Brasil, produzida por Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e vários economistas do órgão. Do livro, consta um levantamento que revela que, de cada 20 brasileiros, apenas um é dono de alguma propriedade geradora de renda: empresa, imóvel, propriedade rural ou até mesmo conhecimento – também considerado um bem pelos pesquisadores.

Em entrevista coletiva organizada para o lançamento do livro, Pochmann afirmou que a concentração das propriedades no Brasil é antiga e remete aos tempo da colonização. Desde a concessão das primeiras propriedades agrícolas, passando pela industrialização ocorrida no século 20, até o aumento da atividade financeira, os meios de produção sempre estiveram sob controle da mesma e restrita parcela da população nacional.

"A urbanização aumentou o número de propriedades e de proprietários, mas não acompanhou o aumento da população. A concentração permanece. Nós [brasileiros] nunca vivemos uma experiência de democratização do acesso às propriedades no nosso país”, disse.

De acordo com o livro, os proprietários brasileiros têm um perfil específico comum. A grande maioria tem entre 30 e 50 anos de idade, é de cor branca, concluiu o ensino superior, e não tem sócios.

Para Pochmann, o quadro da distribuição das propriedades brasileira é grave. O Brasil tem seus meios produção de riqueza mais mal distruídos entre os países da América Latina, por exemplo. E isso não deve mudar em um curto prazo, segundo o economista.

“Estamos fazendo reforma agrária desde os anos 50 e nossa distribuição fundiária é pior do que a de 50 anos atrás; nossa carga tributária onera os mais pobres; a única coisa que vai bem é a educação”, afirmou ele, citando dados que apontam que o percentual dos jovens que frequenta a universidade passou de 5,6%, em 1995, para cerca de 12%, em 2007.

Pochmann disse porem que  mesmo com o aumento dos índices da educação, ele ainda está muito aquém do encontrado na Europa, onde 40% dos jovens têm diploma universitário. Ressaltou também que a mudança da distribuição das propriedades por meio da educação é a forma mais lenta de justiça.

Fonte: Azenha



Escrito por Caseiro de Pindorama às 12h01
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Deputados do PSOL questionam no Ministério Público compra de assinaturas da revista “Nova Escola” pelo governo do Estado de SP

O deputado federal Ivan Valente, Líder da Bancada do PSOL na Câmara dos Deputados e os deputados estaduais do Carlos Giannazi e Raul Marcelo protocolaram no dia de hoje, uma Representação junto ao Ministério Público Estadual questionando o contrato firmado entre a Secretaria Estadual de Educação (SEE) e a Fundação Victor Civita – do Grupo Abril – para a distribuição da Revista Nova Escola aos professores da rede.

A Secretaria de Educação comprou 220 mil assinaturas anuais da publicação, sem nenhuma consulta aos professores. Também não realizou licitação, pois considera que esta revista é a única na área da educação, desconsiderando a existência de outras do mesmo gênero que atuam no mercado, demonstrando preferência deliberada pela editora contratada.

Não bastasse essa ação arbitrária, a Secretaria de Educação passou para esta Fundação privada os endereços pessoais dos professores, sem qualquer comunicado ou pedido de autorização dos mesmos, infringindo a lei e permitindo, inclusive, outras destinações comerciais aos dados particulares dos professores.

Ao fazer esta denúncia ao MP os deputados do PSOL expõem as relações entre o Governo Serra e a Editora Abril.

Só este contrato representa quase 25% da tiragem total da revista e garante fartos recursos para o caixa da Fundação Civita, R$ 3,7 milhões. Mas este não é o único compromisso comercial existente entre a Secretaria de Educação e o Grupo Abril, que cada vez mais ocupa espaço nas escolas tendo até mesmo publicações adotadas como material didático, totalizando quase R$ 10 milhões de recursos públicos destinados a esta instituição privada só no segundo semestre de 2008.

Outro absurdo, que merece uma ação urgente, é a “proposta” curricular que reduz o número de aulas de história, geografia e artes do Ensino Médio e obriga a inclusão de aulas baseadas em edições encalhadas do Guia do Estudante, também da Abril, que mais uma vez se favorece os negócios editoriais deste grupo.

As publicações do Grupo Abril não são as únicas existentes, mas, as que têm a preferência do governo, uma preferência que não se explica ao não ser pela prática recorrente de favorecimento. É isto que os deputados do PSOL querem investigar.



Escrito por Caseiro de Pindorama às 17h36
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Charme não é hereditário: filha de FHC só quer um carguinho

LUCIANA CARDOSO em entrevista para a coluna de Mônica Bergamo:

"O Senado é uma bagunça"

Funcionária do Senado para cuidar "dos arquivos" do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), Luciana Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, diz que prefere trabalhar em casa já que o Senado "é uma bagunça". A coluna telefonou por três dias para o gabinete, mas não a encontrou. Na última tentativa, anteontem, a ligação foi transferida para a casa de Luciana, que ocupa o cargo de secretária parlamentar. Abaixo, um resumo da conversa:

 

FOLHA - Quais são suas atribuições no Senado?
LUCIANA CARDOSO -
Eu cuido de umas coisas pessoais do senador. Coisas de campanha, organizar tudo para ele.

FOLHA - Em 2006, você estava organizando os arquivos dele.
LUCIANA -
É, então, faz parte dessas coisas. Esse projeto não termina nunca. Enquanto uma pessoa dessa é política, é política. O arquivo é inacabável. É um serviço que eternamente continuará, a não ser que eu saia de lá.

FOLHA - Recebeu horas extras em janeiro, durante o recesso?
LUCIANA -
Não sei te dizer se eu recebi em janeiro, se não recebi em janeiro. Normalmente, quando o gabinete recebe, eu recebo. Acho que o gabinete recebeu. Se o senador mandar, devolvo [o dinheiro]. Quem manda pra mim é o senador.

FOLHA - E qual é o seu salário?
LUCIANA -
Salário de secretária parlamentar, amor! Descobre aí. Sou uma pessoa como todo mundo. Por acaso, sou filha do meu pai, não é? Talvez só tenha o sobrenome errado.

FOLHA - Cumpre horário?
LUCIANA -
Trabalho mais em casa, na casa do senador. Como faço coisas particulares e aquele Senado é uma bagunça e o gabinete é mínimo, eu vou lá de vez em quando. Você já entrou no gabinete do senador? Cabe não, meu filho! É um trem mínimo e a bagunça, eterna. Trabalham lá milhões de pessoas. Mas se o senador ligar agora e falar "vem aqui", eu vou lá.

FOLHA - E o que ele te pediu nesta semana?
LUCIANA -
"Cê" não acha que eu vou te contar o que eu tô fazendo pro senador! Pensa bem, que eu não nasci ontem! Preste bem atenção: se eu estou te dizendo que são coisas particulares, que eu nem faço lá porque não é pra ficar na boca de todo mundo, eu vou te contar?

Comentário: Vocês não imaginavam que a "lulinha" do FHC tivesse um pouco mais de classe? Ela se contenta com um carguinho de assessora do demo. Será que ao menos ela escuta a rádio do Noblat?



Escrito por Caseiro de Pindorama às 13h46
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Crise provoca aumento de suicídios no Japão

 

O aumento no número de suicídios no início deste ano com o agravamento da crise econômica está causando grande preocupação no Japão.

Somente em janeiro deste ano, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Polícia, foram registrados 2.645 suicídios. Isto representa um aumento de 15% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram notificados 2.305 casos.

Em 2008, o número total ficou próximo dos 32 mil, ultrapassando a marca dos 30 mil pelo 11º ano consecutivo.

A média nacional é de um suicídio a cada 20 minutos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, entre os países ricos o Japão está em segundo no ranking de suicídios, atrás da Rússia. Lá, a média de suicídios é de 40 a cada 100 mil pessoas. No Japão a média é de 24 e, no Brasil, cinco.

Medidas preventivas

O governo central também trabalha para evitar suicídios no país. O objetivo é reduzir em até 20% o número de suicídios até 2016. Entre as medidas estão o treinamento de conselheiros e o apoio a organizações sem fins lucrativos. Também existe um projeto de realização de palestras de alerta em escolas e empresas.

Porém, o problema é de difícil solução, pois o suicídio é visto como uma opção honrosa pela sociedade japonesa em geral, principalmente nos casos de homens que não conseguem mais garantir o sustento da família e daqueles acusados de corrupção.

Historicamente, a tradição samurai de se matar em nome da honra e o caso dos camicases, que faziam operações suicidas na Segunda Guerra Mundial, dão respaldo ao suicídio. Além disso, as principais religiões do país, o budismo e o xintoísmo, são neutras em relação ao assunto.

Além do governo, algumas empresas têm criado projetos para tentar conter os suicidas. A Companhia Ferroviária Keihin Electric Express, por exemplo, instalou no ano passado, em algumas plataformas de suas estações de trem, uma lâmpada de cor azul. A cor teria o poder de "acalmar" as pessoas.

Segundo a empresa, desde que as lâmpadas foram trocadas, há 11 meses, não ocorreram mais suicídios naquelas plataformas. Outras companhias ferroviárias estão seguindo o exemplo e também começaram a instalar as lâmpadas azuis para realizar um período de experiência.

Fonte: BBC Brasil



Escrito por Caseiro de Pindorama às 15h16
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O Circo Imundo de Horrores


por José Arbex Jr.

Bombas de fósforo branco israelenses queimam palestinos em Gaza; balas perdidas executam crianças no Rio; guerras civis assassinam dezenas de milhares de seres humanos em Darfur. Em todo o planeta, desigualdades sociais produzem o inimaginável: 1 bilhão de seres humanos vive abaixo do nível de miséria, vítima da fome, da subnutrição e das epidemias que se alastram sem encontrar resistência nos corpos ressecados e combalidos.

Mais de 30 mil crianças morrem por dia, em todo o mundo, como resultado de doenças associadas à subnutrição, segundo estatísticas divulgadas pela ONU. Isso equivale, diariamente, a dez vezes o número total de vítimas do atentado contra o World Trade Center, considerado pela mídia "o maior atentado terrorista da história". Cerca de 38 milhões de refugiados de guerra abarrotam os campos miseráveis da ONU, à espera diária de uma dose mínima de alimentos e remédios, mas destituídos de esperança no futuro. Vegetam, apenas. O novo dado sinistro: os refugiados agora são também produzidos por crescentes desastres ambientais, que ameaçam expulsar milhões de seus locais de origem.

Enquanto isso, um único banqueiro espertalhão dá um golpe de 50 bilhões de dólares em Nova York; restaurantes em São Paulo cobram milhares de reais por uma garrafa de vinho; as diárias de hotéis em Dubai, novo paraíso dos "ricos e famosos", superam os 20 mil dólares; um jovem jogador de futebol que, até ontem, brincava com os amigos nas praias de Santos paga agora, só de multa, a soma de 1 milhão de dólares, valor considerado normal no circuito bilionário do futebol europeu. Ah, sim, e os astros de Hollywood ganham 20 milhões de dólares para participar da dose cotidiana da indústria da hipnose que torna a vida mais suportável. E nunca se gastou tanto em armas, drogas e entretenimento - das megaproduções cinematográficas às copas e olimpíadas mundiais.

(Por vezes, o delírio dos atores de Hollywood atinge tal proporção que eles passam a assumir na "vida real" o papel que lhes é reservado na tela. Logo após o ataque dos Estados Unidos ao Iraque, em 2003, o brutalhão Bruce Willys, especializado em interpretar héroi de filmes de guerra, chegou a oferecer 1 milhão de dólares a quem oferecesse pistas sobre o paradeiro de Saddam Hussein. Pobre idiota!)

A opulência do mundo espetacular é a contrapartida necessária à miséria do mundo "normal", das pessoas comuns e anônimas que jamais alcançarão seus quinze minutos de fama. É necessário circo, muito circo, mesmo quando não há pão. É o circo que embrutece, hipnotiza, atiça o desejo, mobiliza a libido, prepara o animal para a guerra, naturaliza o absurdo. É normal que a herdeira Paris Hilton gaste milhões em festas, viagens e orgias na companhia de amigas como Britney Spears, tanto quanto é desejável participar desse mundo frenético de brilhos e festas. É razoável que modelos ganhem milhões para exibir o corpo em passarelas. E, por que não, é justo que um piloto ganhe fábulas para cometer a proeza de andar cada vez mais rapidamente para chegar ao mesmo lugar de onde saiu. Resta ao comum dos mortais consumir as fofocas divulgadas por programas e revistas especializadas, projetando em seus ídolos os desejos que não pode realizar aqui fora, no monótono e ridículo mundinho real.

No mundo do circo, o palco colorido e devidamente iluminado - não importa se é o estúdio televisivo ou a página impecavelmente diagramada de um jornal -, com tudo arrumado e colocado em seus devidos lugares, eliminados o caos e a desordem do mundo real, é possível ao apresentador , ao artista, à personalidade, ao especialista proclamar aproximadamente qualquer absurdo, que tudo passa no ritmo frenético do videoclipe: das "armas cirúrgicas que não matam seres humanos" ao "vale tudo por dinheiro", dos "terroristas palestinos" cujo crime é lutar em defesa de sua própria terra ao "tapinha que não dói", das festas suntuosas às favelas miseráveis tudo é mostrado em seqüências planas, "naturais", como se a vida fosse isso mesmo: um amontoado sucessivo de cenas cujo sentido é dado pelos ícones midiáticos que tudo explicam e nos acalmam.

Os ícones do novo mundo circense midiático ocupam os lugares que antigamente eram propriedade dos deuses do Olimpo. São eles que explicam o mundo, iluminam o que merece aparecer, jogam à obscuridade o dejeto, o lixo, o resto. A cantora Madonna tinha consciência disso quando, ao declarar publicamente o seu desejo pelo então relativamente desconhecido ator espanhol Antônio Banderas, afirmou que, apenas com essa declaração, havia dado a ele um presente que valia milhões de dólares. De fato, ungido pelo olhar da multimilionária máquina Madonna, Banderas foi rapidamente "capturado" pelo Olimpo Hollywood e hoje faz parte da engrenagem. Atrás do sonho, um garoto de 14 anos sai clandestinamente de seu país, na África, passa três dias sem comer nem beber nos porões de um navio animado pelo sonho de chegar ao Brasil e virar estrela de futebol.

Barack Obama é o mais novo pop star. Seu sorriso, a ginga de seu corpo e a sua história de vida enchem de confiança os miseráveis dos Estados Unidos, dos vários continentes e até alguns palestinos em Gaza. Mas há um limite para tudo isso. As engrenagens da barbárie continuam em ação, e o mundo se encaminha para um esgotamento. O circo pode adiar a explosão, mas não resolve a crise. É impossível saber quando se dará o ponto de basta, isto é, o momento em que o processo de desagregação da humanidade atingirá o seu ponto de ruptura. Mas ele acontecerá, inevitavelmente. Não é infinita a quantidade de horror que a humanidade pode suportar.

José Arbex Jr. é jornalista.

Fonte: Edição impressa da Caros Amigos - número 144 - março de 2009



Escrito por Caseiro de Pindorama às 11h52
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Ciça Alves da Cunha - Via Crucis...

 


"...Tenho fome da tua boca,tua voz,teus cabelos...E pelas ruas vou sem me nutrir,calada,já não me sustenta o pão,a aurora me desconcerta"

 



Escrito por Caseiro de Pindorama às 11h26
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Ricardo Noblat Mendes, o cara de pau

O Jornalista Ricardo Noblat recebe um mensalinho do Senado Federal.

O contrato foi assinado em 03/09/2008, época em que o Sen. Efraim Moraes (DEM/PB) ocupava a secretaria da mesa do Senado, responsável por estes contratos.

Nós, cidadãos brasileiros, estamos pagando através dos cofres públicos do Senado o valor de R$ 40.320,00 (por ano) para Ricardo Noblat.


O mensalinho é descrito como uma "pesquisa, produção e apresentação de 1 (um) programa semanal para a Rádio Senado"

Bem que tentaram esconder o sobrenome famoso, publicando apenas "RICARDO JOSÉ DELGADO", mas o CPF denuncia tratar-se do jornalista.

 

Fonte: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2009/03/noblat-recebe-mensalinho-do-senado.html

Resposta do cara de pau:

Completou 10 anos no último dia 19 o programa semanal Jazz & Tal que faço para a Senado FM. Durante 113 meses, entre março de 1999 e agosto de 2008, paguei do meu bolso todos os custos do programa. Foram 493 programas ao custo mensal de R$ 1.200,00. Devo ser o único brasileiro que até hoje doou dinheiro ao Senado - 135.600,00 (113 meses x R$ 1.200,00). Fi-lo porque qui-lo. Na época, era medíocre a qualidade de produção da rádio Senado. Procurei uma produtora em Brasília - a Linha Direta. Ela cuida do programa. Gosto das coisas bem feitas e topo pagar por elas. Paguei pelo capricho de ter um programa de jazz. Pude pagar e paguei. Em setembro último, sugeri à direção do Senado que a rádio arcasse com os custos do programa pagando diretamente à produtora. Do contrário suspenderia o programa. Disseram-me que não era possível. Que seria possível me pagar como pessoa física para que então eu pagasse à produtora. Firmaram então um contrato comigo no valor mensal de R$ 3.360,00. Descontados pela própria rádio os impostos (R$ 560,00 de INSS e mais R$ 560,00 de IR), e abatido o que eu pago à produtora (R$ 1.750,00), restam-me por mês a fortuna de R$ 490,00. Preciso de mais 23 anos a R$ 490,00 por mês para recuperar os R$ 135.600,00 que gastei do meu bolso durante 9 anos e meio. Não viverei tanto tempo. E não imagino fazer o programa por mais 23 anos. Em tempo: assinei o contrato com meu nome completo - Ricardo José Delgado Noblat. Se o Senado publicou o contrato no seu site omitindo o Noblat, o problema é dele. 


Ricardo Noblat Mendes

 

Comentário: Se uma das rastejantes criaturas que povoam a Praça dos Três Poderes desse uma justificativa semelhante seria espinafrado - com toda razão! - pelo jornalista...



Escrito por Caseiro de Pindorama às 11h23
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Nem os soldados israelenses suportam mais o massacre contra os palestinos

Jornais israelenses denunciam abusos militares do país

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JERUSALÉM - Dois jornais de Israel publicaram hoje relatos de execuções e abusos cometidos por soldados israelenses contra civis palestinos durante uma recente ofensiva de três semanas contra a Faixa de Gaza. As fontes atribuíram os excessos a regras de combate extremamente permissivas segundo as quais os soldados podiam agir impunemente. Em resposta às denúncias, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, elogiou a conduta dos militares no geral, mas prometeu investigar os relatos.



Em um dos casos reportados pelos jornais Haaretz e Maariv, um franco-atirador israelense matou uma mulher palestina e os dois filhos dela depois de as vítimas não terem entendido a orientação de um soldado e seguido para o lado errado após terem sido libertados da casa onde estavam confinados. O atirador não teria sido avisado sobre a libertação dos civis e abriu fogo quando eles se aproximaram, noticiaram os periódicos.



"O clima em geral, pelo que entendi da maior parte dos meus homens com os quais conversei, era o seguinte: Não sei bem como descrever. As vidas palestinas, digamos assim, valem menos, muito menos, que as de nossos soldados. Pelo que entendi, eles podem justificar (os assassinatos) dessa forma", disse um líder de esquadrão de infantaria citado pelos jornais. Num outro caso, um comandante de companhia ordenou a execução extrajudicial de uma idosa que andava pela rua, apesar de ela estar próxima o suficiente para que os soldados percebessem que ela não representava ameaça nenhuma, prosseguiram os periódicos israelenses.



Soldados ouvidos pelos jornais também relataram destruição em larga escala de propriedades palestinas. "Podíamos jogar tudo pela janela para manter a ordem. Jogamos pelas janelas tudo o que estava nas casas: geladeiras, panelas, móveis. A ordem era jogar fora tudo o que estivesse nas casas", relatou um deles. Os soldados citados pelos jornais basearam as denúncias em relatos feitos num encontro com novos recrutas em uma academia militar israelense. A transcrição das sessões foi publicada esta semana em um periódico que a academia publica para circular entre os aspirantes, informaram os jornais.



A assessoria de imprensa do Exército de Israel alegou não estar ciente dos relatos, mas prometeu investigar. Barak, por sua vez, qualificou as Forças Armadas de Israel como "o Exército mais ético do mundo", mas "isso não significa que não haja exceções". "Não tenho dúvidas de que isso será checado cuidadosamente", declarou Barak. Mais de 1.300 palestinos morreram durante uma ofensiva militar de três semanas contra a Faixa de Gaza promovida por Israel no início deste ano. Pelo menos a metade das vítimas era composta por civis. Treze soldados israelenses morreram no conflito.

Fonte: Agestado


Escrito por Caseiro de Pindorama às 11h43
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Inimigus populu: BC une-se aos bancos contra poupadores

 

 


No último dia 12 o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski negou o pedido de liminar em ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) movida pela Consif (Confederação Nacional do Sistema Financeiro), que visava impedir que os bancos tivessem de pagar aos poupadores a correção da caderneta de poupança que deixou de ser paga durante os planos econômicos.  No Plano Verão, por exemplo, os bancos "embolsaram" 20,46% de todos os poupadores.
 
Lewandowski assegurou o direito dos cidadãos brasileiros e respeitou o entendimento do Judiciário, que tem se posicionado a favor dos poupadores.
 
Ontem o Banco Central (BC) entrou na ação ao lado dos bancos, como "amicus curiae" (interessado, sem ser parte). O BC apresentou a mesma alegação fantasiosa alardeada pelos bancos: se perderem todas as ações as instituições financeiras terão que desembolsar R$ 170 bilhões e isso colocaria o sistema financeiro em risco. De acordo com o BC, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal - bancos estatais - seriam afetados de forma intensa e a situação da CEF seria especialmente dramática.
 
O esdrúxulo argumento dos bancos já foi desconstruído pelo economista Roberto Luis Troster, ex-economista chefe da Febraban.
Estudo do economista demonstra que o valor devido pelos bancos é de cerca de R$ 29 bilhões e que a estimativa é de que apenas 10% dos poupadores lesados recorrerão à Justiça. 
 
O economista acrescenta que os ganhos dos bancos em aplicações como CDI foi 7,8 vezes superior ao que é devido aos poupadores.
 
Há 20 anos os poupadores lutam para recuperar seu dinheiro. Que a Justiça preserve o direito dos poupadores contra os "inimigus populu".


Escrito por Caseiro de Pindorama às 10h11
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Fisk e a extrema-direita em Israel

Avigdor Lieberman é a pior coisa que poderia acontecer ao Oriente Médio

18/3/2009, Robert Fisk, The Independent, UK


Apenas poucos dias depois de terem rugido, furiosos com os sucessos do lobby israelense que escalpelou o falante Charles Freeman e o despachou antes de assumir o cargo de Inteligência para o qual o governo Obama o convidara, os árabes agora têm de lidar com um ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel e seus – falemos francamente – comentários racistas sobre 'testes de lealdade' para os palestinos, introduzidos no novo governo de Netanyahu por um dos mais desagradáveis políticos de todo o Oriente Médio.

Os iraquianos produziram o odioso Saddam; os iranianos, o caricato Ahmadinejad – por motivos de sanidade, nem falo do grotesco ditador da Líbia. Agora, os israelenses trazem à cena um homem, Avigdor Lieberman, que supera os Sharons, até Ariel Sharon.

Alguns palestinos manifestaram um prazer cruel, porque, afinal, o Ocidente conhecerá "a verdadeira face" de Israel. Já ouvi essa há tempos – quando Sharon tornou-se primeiro-ministro – e o nonsense de sempre dizia que só um "extremista linha-dura" conseguiria negociar com os palestinos.

Esse tipo de auto-engano é uma doença no Oriente Médio. O fato é que o primeiro-ministro indicado de Israel já declarou, bem claramente, que não haverá Solução de Dois Estados; e já plantou uma árvore no Golan, para mostrar aos sírios que Israel não arredará pé de lá. Agora, traz para o governo um homem para o qual os árabes israelenses são cidadãos de segunda classe.

A primeira visita de Lieberman a Washington será imperdível. O AIPAC – que posa como lobby israelense, quando de fato trabalha para o Partido Likud – lutará por Lieberman, e Lady Hillary terá de sorrir para ele no Departamento de Estado. Sabe-se lá, talvez Lieberman sugira a Hillary que institua um teste de lealdade para as minorias nos EUA – o que implicará obrigar Barack a jurar fidelidade aos brancos. E a coisa por aí vai, sem fim.

No Egito, Avigdor Lieberman enfrentará briga mais dura. Hosni Mubarak é gentil com os norte-americanos, mas não esquece que Lieberman disse que o presidente do Egito tinha obrigação de visitar Israel "ou que fosse para o inferno". Lieberman ofendeu gravemente um homem que arriscou muito para manter a paz entre Israel e o Egito.

Os egípcios também sofreram o ultraje de ler nos jornais que Lieberman falara sobre afogar os palestinos no Mar Morto e sobre executar os palestinos-israelenses que se reunissem com o Hamás. Ontem à noite, um apoiador de Lieberman, entrevistado pela rede Al-Jazeera de televisão, descreveu o Hamás como "organização antissemita bárbara" – apesar dos vários altos oficiais do exército israelense que se reuniram com os supostos "bárbaros" antes e depois do acordo de Oslo.

Mas o fortalecimento desse governo extremista em Israel e a nenhuma resposta do governo Obama aos ditos apoiadores de Israel que destruíram a carreira de Freeman parecem ser notícias perigosas só para o Oriente Médio.

O jornal Arab News, de Jeddah, chamou o desastre de Freeman de "grave derrota para a política exterior dos EUA".

A imprensa árabe em geral, ao mesmo tempo em que enuncia as platitudes de sempre, tem dado destaque à resposta acovardada do secretário de imprensa de Obama, Robert Gibbs, ao ser perguntado por que Obama não se manifestara no caso Freeman. "Tenho observado com grande interesse o modo como as pessoas percebem coisas diferentes sobre nossa política e durante a campanha, sobre se estamos mais próximos de um grupo ou de outro. Não estamos preocupados com isso." Quando lhe pediram "respostas diretas", Gibbs disse: "Dei-lhes a resposta mais direta possível."

Foi quase tão engraçado quanto o The New York Times, semana passada, tentando explicar por que Lady Hillary mostrara tanto medo de ofender os israelenses durante o processo de formação do governo de Netanyahu, quando ela disse que a destruição de 1.000 casas de palestinos seria movimento que "não contribui".

O cuidado em relação ao Oriente Médio seria, explicou o NYT, "reflexo da paisagem traiçoeira no Oriente Médio, quando uma frase mal posta faz rufar penas também entre deputados e senadores nos EUA." Que as penas rufam, rufam – e quando Lieberman chegar por lá, veremos quais são as penas mais rufantes.

As mesmas penas rufantes, contudo, melhor fariam se se preocupassem com a linguagem incendiária de Avigdor Lieberman. Ele fala como um russo nacionalista, não como o israelense secular que diz ser.

Eu cobri os massacres da Bósnia no início dos anos 90s e sei ver que a linguagem de Lieberman – de execuções, afogamento, o inferno dos juramentos de lealdade – é idêntica à linguagem dos Mladic e Karadzic e Milosevic.

Lady Hillary e seu chefe deveriam ler alguma coisa sobre a guerra na ex-Ioguslávia, para conhecer melhor os tipos com os quais estão negociando. Responder que eles "não contribuem" jamais será resposta adequada.

Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/fisk-e-a-extremadireita-em-israel/



Escrito por Caseiro de Pindorama às 15h27
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A EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA


                                             Miguezim de Princesa


I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.

II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.

III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.

IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.

V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.

VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.

VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.

VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.

IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.

X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
 A vaga de sacristão.

 



Escrito por Caseiro de Pindorama às 09h54
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