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Blog do Caseiro


Deputados do PSOL questionam no Ministério Público compra de assinaturas da revista “Nova Escola” pelo governo do Estado de SP

O deputado federal Ivan Valente, Líder da Bancada do PSOL na Câmara dos Deputados e os deputados estaduais do Carlos Giannazi e Raul Marcelo protocolaram no dia de hoje, uma Representação junto ao Ministério Público Estadual questionando o contrato firmado entre a Secretaria Estadual de Educação (SEE) e a Fundação Victor Civita – do Grupo Abril – para a distribuição da Revista Nova Escola aos professores da rede.

A Secretaria de Educação comprou 220 mil assinaturas anuais da publicação, sem nenhuma consulta aos professores. Também não realizou licitação, pois considera que esta revista é a única na área da educação, desconsiderando a existência de outras do mesmo gênero que atuam no mercado, demonstrando preferência deliberada pela editora contratada.

Não bastasse essa ação arbitrária, a Secretaria de Educação passou para esta Fundação privada os endereços pessoais dos professores, sem qualquer comunicado ou pedido de autorização dos mesmos, infringindo a lei e permitindo, inclusive, outras destinações comerciais aos dados particulares dos professores.

Ao fazer esta denúncia ao MP os deputados do PSOL expõem as relações entre o Governo Serra e a Editora Abril.

Só este contrato representa quase 25% da tiragem total da revista e garante fartos recursos para o caixa da Fundação Civita, R$ 3,7 milhões. Mas este não é o único compromisso comercial existente entre a Secretaria de Educação e o Grupo Abril, que cada vez mais ocupa espaço nas escolas tendo até mesmo publicações adotadas como material didático, totalizando quase R$ 10 milhões de recursos públicos destinados a esta instituição privada só no segundo semestre de 2008.

Outro absurdo, que merece uma ação urgente, é a “proposta” curricular que reduz o número de aulas de história, geografia e artes do Ensino Médio e obriga a inclusão de aulas baseadas em edições encalhadas do Guia do Estudante, também da Abril, que mais uma vez se favorece os negócios editoriais deste grupo.

As publicações do Grupo Abril não são as únicas existentes, mas, as que têm a preferência do governo, uma preferência que não se explica ao não ser pela prática recorrente de favorecimento. É isto que os deputados do PSOL querem investigar.



Escrito por Caseiro de Pindorama às 17h36
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Charme não é hereditário: filha de FHC só quer um carguinho

LUCIANA CARDOSO em entrevista para a coluna de Mônica Bergamo:

"O Senado é uma bagunça"

Funcionária do Senado para cuidar "dos arquivos" do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), Luciana Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, diz que prefere trabalhar em casa já que o Senado "é uma bagunça". A coluna telefonou por três dias para o gabinete, mas não a encontrou. Na última tentativa, anteontem, a ligação foi transferida para a casa de Luciana, que ocupa o cargo de secretária parlamentar. Abaixo, um resumo da conversa:

 

FOLHA - Quais são suas atribuições no Senado?
LUCIANA CARDOSO -
Eu cuido de umas coisas pessoais do senador. Coisas de campanha, organizar tudo para ele.

FOLHA - Em 2006, você estava organizando os arquivos dele.
LUCIANA -
É, então, faz parte dessas coisas. Esse projeto não termina nunca. Enquanto uma pessoa dessa é política, é política. O arquivo é inacabável. É um serviço que eternamente continuará, a não ser que eu saia de lá.

FOLHA - Recebeu horas extras em janeiro, durante o recesso?
LUCIANA -
Não sei te dizer se eu recebi em janeiro, se não recebi em janeiro. Normalmente, quando o gabinete recebe, eu recebo. Acho que o gabinete recebeu. Se o senador mandar, devolvo [o dinheiro]. Quem manda pra mim é o senador.

FOLHA - E qual é o seu salário?
LUCIANA -
Salário de secretária parlamentar, amor! Descobre aí. Sou uma pessoa como todo mundo. Por acaso, sou filha do meu pai, não é? Talvez só tenha o sobrenome errado.

FOLHA - Cumpre horário?
LUCIANA -
Trabalho mais em casa, na casa do senador. Como faço coisas particulares e aquele Senado é uma bagunça e o gabinete é mínimo, eu vou lá de vez em quando. Você já entrou no gabinete do senador? Cabe não, meu filho! É um trem mínimo e a bagunça, eterna. Trabalham lá milhões de pessoas. Mas se o senador ligar agora e falar "vem aqui", eu vou lá.

FOLHA - E o que ele te pediu nesta semana?
LUCIANA -
"Cê" não acha que eu vou te contar o que eu tô fazendo pro senador! Pensa bem, que eu não nasci ontem! Preste bem atenção: se eu estou te dizendo que são coisas particulares, que eu nem faço lá porque não é pra ficar na boca de todo mundo, eu vou te contar?

Comentário: Vocês não imaginavam que a "lulinha" do FHC tivesse um pouco mais de classe? Ela se contenta com um carguinho de assessora do demo. Será que ao menos ela escuta a rádio do Noblat?



Escrito por Caseiro de Pindorama às 13h46
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Crise provoca aumento de suicídios no Japão

 

O aumento no número de suicídios no início deste ano com o agravamento da crise econômica está causando grande preocupação no Japão.

Somente em janeiro deste ano, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Polícia, foram registrados 2.645 suicídios. Isto representa um aumento de 15% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram notificados 2.305 casos.

Em 2008, o número total ficou próximo dos 32 mil, ultrapassando a marca dos 30 mil pelo 11º ano consecutivo.

A média nacional é de um suicídio a cada 20 minutos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, entre os países ricos o Japão está em segundo no ranking de suicídios, atrás da Rússia. Lá, a média de suicídios é de 40 a cada 100 mil pessoas. No Japão a média é de 24 e, no Brasil, cinco.

Medidas preventivas

O governo central também trabalha para evitar suicídios no país. O objetivo é reduzir em até 20% o número de suicídios até 2016. Entre as medidas estão o treinamento de conselheiros e o apoio a organizações sem fins lucrativos. Também existe um projeto de realização de palestras de alerta em escolas e empresas.

Porém, o problema é de difícil solução, pois o suicídio é visto como uma opção honrosa pela sociedade japonesa em geral, principalmente nos casos de homens que não conseguem mais garantir o sustento da família e daqueles acusados de corrupção.

Historicamente, a tradição samurai de se matar em nome da honra e o caso dos camicases, que faziam operações suicidas na Segunda Guerra Mundial, dão respaldo ao suicídio. Além disso, as principais religiões do país, o budismo e o xintoísmo, são neutras em relação ao assunto.

Além do governo, algumas empresas têm criado projetos para tentar conter os suicidas. A Companhia Ferroviária Keihin Electric Express, por exemplo, instalou no ano passado, em algumas plataformas de suas estações de trem, uma lâmpada de cor azul. A cor teria o poder de "acalmar" as pessoas.

Segundo a empresa, desde que as lâmpadas foram trocadas, há 11 meses, não ocorreram mais suicídios naquelas plataformas. Outras companhias ferroviárias estão seguindo o exemplo e também começaram a instalar as lâmpadas azuis para realizar um período de experiência.

Fonte: BBC Brasil



Escrito por Caseiro de Pindorama às 15h16
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O Circo Imundo de Horrores


por José Arbex Jr.

Bombas de fósforo branco israelenses queimam palestinos em Gaza; balas perdidas executam crianças no Rio; guerras civis assassinam dezenas de milhares de seres humanos em Darfur. Em todo o planeta, desigualdades sociais produzem o inimaginável: 1 bilhão de seres humanos vive abaixo do nível de miséria, vítima da fome, da subnutrição e das epidemias que se alastram sem encontrar resistência nos corpos ressecados e combalidos.

Mais de 30 mil crianças morrem por dia, em todo o mundo, como resultado de doenças associadas à subnutrição, segundo estatísticas divulgadas pela ONU. Isso equivale, diariamente, a dez vezes o número total de vítimas do atentado contra o World Trade Center, considerado pela mídia "o maior atentado terrorista da história". Cerca de 38 milhões de refugiados de guerra abarrotam os campos miseráveis da ONU, à espera diária de uma dose mínima de alimentos e remédios, mas destituídos de esperança no futuro. Vegetam, apenas. O novo dado sinistro: os refugiados agora são também produzidos por crescentes desastres ambientais, que ameaçam expulsar milhões de seus locais de origem.

Enquanto isso, um único banqueiro espertalhão dá um golpe de 50 bilhões de dólares em Nova York; restaurantes em São Paulo cobram milhares de reais por uma garrafa de vinho; as diárias de hotéis em Dubai, novo paraíso dos "ricos e famosos", superam os 20 mil dólares; um jovem jogador de futebol que, até ontem, brincava com os amigos nas praias de Santos paga agora, só de multa, a soma de 1 milhão de dólares, valor considerado normal no circuito bilionário do futebol europeu. Ah, sim, e os astros de Hollywood ganham 20 milhões de dólares para participar da dose cotidiana da indústria da hipnose que torna a vida mais suportável. E nunca se gastou tanto em armas, drogas e entretenimento - das megaproduções cinematográficas às copas e olimpíadas mundiais.

(Por vezes, o delírio dos atores de Hollywood atinge tal proporção que eles passam a assumir na "vida real" o papel que lhes é reservado na tela. Logo após o ataque dos Estados Unidos ao Iraque, em 2003, o brutalhão Bruce Willys, especializado em interpretar héroi de filmes de guerra, chegou a oferecer 1 milhão de dólares a quem oferecesse pistas sobre o paradeiro de Saddam Hussein. Pobre idiota!)

A opulência do mundo espetacular é a contrapartida necessária à miséria do mundo "normal", das pessoas comuns e anônimas que jamais alcançarão seus quinze minutos de fama. É necessário circo, muito circo, mesmo quando não há pão. É o circo que embrutece, hipnotiza, atiça o desejo, mobiliza a libido, prepara o animal para a guerra, naturaliza o absurdo. É normal que a herdeira Paris Hilton gaste milhões em festas, viagens e orgias na companhia de amigas como Britney Spears, tanto quanto é desejável participar desse mundo frenético de brilhos e festas. É razoável que modelos ganhem milhões para exibir o corpo em passarelas. E, por que não, é justo que um piloto ganhe fábulas para cometer a proeza de andar cada vez mais rapidamente para chegar ao mesmo lugar de onde saiu. Resta ao comum dos mortais consumir as fofocas divulgadas por programas e revistas especializadas, projetando em seus ídolos os desejos que não pode realizar aqui fora, no monótono e ridículo mundinho real.

No mundo do circo, o palco colorido e devidamente iluminado - não importa se é o estúdio televisivo ou a página impecavelmente diagramada de um jornal -, com tudo arrumado e colocado em seus devidos lugares, eliminados o caos e a desordem do mundo real, é possível ao apresentador , ao artista, à personalidade, ao especialista proclamar aproximadamente qualquer absurdo, que tudo passa no ritmo frenético do videoclipe: das "armas cirúrgicas que não matam seres humanos" ao "vale tudo por dinheiro", dos "terroristas palestinos" cujo crime é lutar em defesa de sua própria terra ao "tapinha que não dói", das festas suntuosas às favelas miseráveis tudo é mostrado em seqüências planas, "naturais", como se a vida fosse isso mesmo: um amontoado sucessivo de cenas cujo sentido é dado pelos ícones midiáticos que tudo explicam e nos acalmam.

Os ícones do novo mundo circense midiático ocupam os lugares que antigamente eram propriedade dos deuses do Olimpo. São eles que explicam o mundo, iluminam o que merece aparecer, jogam à obscuridade o dejeto, o lixo, o resto. A cantora Madonna tinha consciência disso quando, ao declarar publicamente o seu desejo pelo então relativamente desconhecido ator espanhol Antônio Banderas, afirmou que, apenas com essa declaração, havia dado a ele um presente que valia milhões de dólares. De fato, ungido pelo olhar da multimilionária máquina Madonna, Banderas foi rapidamente "capturado" pelo Olimpo Hollywood e hoje faz parte da engrenagem. Atrás do sonho, um garoto de 14 anos sai clandestinamente de seu país, na África, passa três dias sem comer nem beber nos porões de um navio animado pelo sonho de chegar ao Brasil e virar estrela de futebol.

Barack Obama é o mais novo pop star. Seu sorriso, a ginga de seu corpo e a sua história de vida enchem de confiança os miseráveis dos Estados Unidos, dos vários continentes e até alguns palestinos em Gaza. Mas há um limite para tudo isso. As engrenagens da barbárie continuam em ação, e o mundo se encaminha para um esgotamento. O circo pode adiar a explosão, mas não resolve a crise. É impossível saber quando se dará o ponto de basta, isto é, o momento em que o processo de desagregação da humanidade atingirá o seu ponto de ruptura. Mas ele acontecerá, inevitavelmente. Não é infinita a quantidade de horror que a humanidade pode suportar.

José Arbex Jr. é jornalista.

Fonte: Edição impressa da Caros Amigos - número 144 - março de 2009



Escrito por Caseiro de Pindorama às 11h52
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Ciça Alves da Cunha - Via Crucis...

 


"...Tenho fome da tua boca,tua voz,teus cabelos...E pelas ruas vou sem me nutrir,calada,já não me sustenta o pão,a aurora me desconcerta"

 



Escrito por Caseiro de Pindorama às 11h26
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Ricardo Noblat Mendes, o cara de pau

O Jornalista Ricardo Noblat recebe um mensalinho do Senado Federal.

O contrato foi assinado em 03/09/2008, época em que o Sen. Efraim Moraes (DEM/PB) ocupava a secretaria da mesa do Senado, responsável por estes contratos.

Nós, cidadãos brasileiros, estamos pagando através dos cofres públicos do Senado o valor de R$ 40.320,00 (por ano) para Ricardo Noblat.


O mensalinho é descrito como uma "pesquisa, produção e apresentação de 1 (um) programa semanal para a Rádio Senado"

Bem que tentaram esconder o sobrenome famoso, publicando apenas "RICARDO JOSÉ DELGADO", mas o CPF denuncia tratar-se do jornalista.

 

Fonte: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2009/03/noblat-recebe-mensalinho-do-senado.html

Resposta do cara de pau:

Completou 10 anos no último dia 19 o programa semanal Jazz & Tal que faço para a Senado FM. Durante 113 meses, entre março de 1999 e agosto de 2008, paguei do meu bolso todos os custos do programa. Foram 493 programas ao custo mensal de R$ 1.200,00. Devo ser o único brasileiro que até hoje doou dinheiro ao Senado - 135.600,00 (113 meses x R$ 1.200,00). Fi-lo porque qui-lo. Na época, era medíocre a qualidade de produção da rádio Senado. Procurei uma produtora em Brasília - a Linha Direta. Ela cuida do programa. Gosto das coisas bem feitas e topo pagar por elas. Paguei pelo capricho de ter um programa de jazz. Pude pagar e paguei. Em setembro último, sugeri à direção do Senado que a rádio arcasse com os custos do programa pagando diretamente à produtora. Do contrário suspenderia o programa. Disseram-me que não era possível. Que seria possível me pagar como pessoa física para que então eu pagasse à produtora. Firmaram então um contrato comigo no valor mensal de R$ 3.360,00. Descontados pela própria rádio os impostos (R$ 560,00 de INSS e mais R$ 560,00 de IR), e abatido o que eu pago à produtora (R$ 1.750,00), restam-me por mês a fortuna de R$ 490,00. Preciso de mais 23 anos a R$ 490,00 por mês para recuperar os R$ 135.600,00 que gastei do meu bolso durante 9 anos e meio. Não viverei tanto tempo. E não imagino fazer o programa por mais 23 anos. Em tempo: assinei o contrato com meu nome completo - Ricardo José Delgado Noblat. Se o Senado publicou o contrato no seu site omitindo o Noblat, o problema é dele. 


Ricardo Noblat Mendes

 

Comentário: Se uma das rastejantes criaturas que povoam a Praça dos Três Poderes desse uma justificativa semelhante seria espinafrado - com toda razão! - pelo jornalista...



Escrito por Caseiro de Pindorama às 11h23
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Nem os soldados israelenses suportam mais o massacre contra os palestinos

Jornais israelenses denunciam abusos militares do país

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JERUSALÉM - Dois jornais de Israel publicaram hoje relatos de execuções e abusos cometidos por soldados israelenses contra civis palestinos durante uma recente ofensiva de três semanas contra a Faixa de Gaza. As fontes atribuíram os excessos a regras de combate extremamente permissivas segundo as quais os soldados podiam agir impunemente. Em resposta às denúncias, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, elogiou a conduta dos militares no geral, mas prometeu investigar os relatos.



Em um dos casos reportados pelos jornais Haaretz e Maariv, um franco-atirador israelense matou uma mulher palestina e os dois filhos dela depois de as vítimas não terem entendido a orientação de um soldado e seguido para o lado errado após terem sido libertados da casa onde estavam confinados. O atirador não teria sido avisado sobre a libertação dos civis e abriu fogo quando eles se aproximaram, noticiaram os periódicos.



"O clima em geral, pelo que entendi da maior parte dos meus homens com os quais conversei, era o seguinte: Não sei bem como descrever. As vidas palestinas, digamos assim, valem menos, muito menos, que as de nossos soldados. Pelo que entendi, eles podem justificar (os assassinatos) dessa forma", disse um líder de esquadrão de infantaria citado pelos jornais. Num outro caso, um comandante de companhia ordenou a execução extrajudicial de uma idosa que andava pela rua, apesar de ela estar próxima o suficiente para que os soldados percebessem que ela não representava ameaça nenhuma, prosseguiram os periódicos israelenses.



Soldados ouvidos pelos jornais também relataram destruição em larga escala de propriedades palestinas. "Podíamos jogar tudo pela janela para manter a ordem. Jogamos pelas janelas tudo o que estava nas casas: geladeiras, panelas, móveis. A ordem era jogar fora tudo o que estivesse nas casas", relatou um deles. Os soldados citados pelos jornais basearam as denúncias em relatos feitos num encontro com novos recrutas em uma academia militar israelense. A transcrição das sessões foi publicada esta semana em um periódico que a academia publica para circular entre os aspirantes, informaram os jornais.



A assessoria de imprensa do Exército de Israel alegou não estar ciente dos relatos, mas prometeu investigar. Barak, por sua vez, qualificou as Forças Armadas de Israel como "o Exército mais ético do mundo", mas "isso não significa que não haja exceções". "Não tenho dúvidas de que isso será checado cuidadosamente", declarou Barak. Mais de 1.300 palestinos morreram durante uma ofensiva militar de três semanas contra a Faixa de Gaza promovida por Israel no início deste ano. Pelo menos a metade das vítimas era composta por civis. Treze soldados israelenses morreram no conflito.

Fonte: Agestado


Escrito por Caseiro de Pindorama às 11h43
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Inimigus populu: BC une-se aos bancos contra poupadores

 

 


No último dia 12 o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski negou o pedido de liminar em ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) movida pela Consif (Confederação Nacional do Sistema Financeiro), que visava impedir que os bancos tivessem de pagar aos poupadores a correção da caderneta de poupança que deixou de ser paga durante os planos econômicos.  No Plano Verão, por exemplo, os bancos "embolsaram" 20,46% de todos os poupadores.
 
Lewandowski assegurou o direito dos cidadãos brasileiros e respeitou o entendimento do Judiciário, que tem se posicionado a favor dos poupadores.
 
Ontem o Banco Central (BC) entrou na ação ao lado dos bancos, como "amicus curiae" (interessado, sem ser parte). O BC apresentou a mesma alegação fantasiosa alardeada pelos bancos: se perderem todas as ações as instituições financeiras terão que desembolsar R$ 170 bilhões e isso colocaria o sistema financeiro em risco. De acordo com o BC, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal - bancos estatais - seriam afetados de forma intensa e a situação da CEF seria especialmente dramática.
 
O esdrúxulo argumento dos bancos já foi desconstruído pelo economista Roberto Luis Troster, ex-economista chefe da Febraban.
Estudo do economista demonstra que o valor devido pelos bancos é de cerca de R$ 29 bilhões e que a estimativa é de que apenas 10% dos poupadores lesados recorrerão à Justiça. 
 
O economista acrescenta que os ganhos dos bancos em aplicações como CDI foi 7,8 vezes superior ao que é devido aos poupadores.
 
Há 20 anos os poupadores lutam para recuperar seu dinheiro. Que a Justiça preserve o direito dos poupadores contra os "inimigus populu".


Escrito por Caseiro de Pindorama às 10h11
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Fisk e a extrema-direita em Israel

Avigdor Lieberman é a pior coisa que poderia acontecer ao Oriente Médio

18/3/2009, Robert Fisk, The Independent, UK


Apenas poucos dias depois de terem rugido, furiosos com os sucessos do lobby israelense que escalpelou o falante Charles Freeman e o despachou antes de assumir o cargo de Inteligência para o qual o governo Obama o convidara, os árabes agora têm de lidar com um ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel e seus – falemos francamente – comentários racistas sobre 'testes de lealdade' para os palestinos, introduzidos no novo governo de Netanyahu por um dos mais desagradáveis políticos de todo o Oriente Médio.

Os iraquianos produziram o odioso Saddam; os iranianos, o caricato Ahmadinejad – por motivos de sanidade, nem falo do grotesco ditador da Líbia. Agora, os israelenses trazem à cena um homem, Avigdor Lieberman, que supera os Sharons, até Ariel Sharon.

Alguns palestinos manifestaram um prazer cruel, porque, afinal, o Ocidente conhecerá "a verdadeira face" de Israel. Já ouvi essa há tempos – quando Sharon tornou-se primeiro-ministro – e o nonsense de sempre dizia que só um "extremista linha-dura" conseguiria negociar com os palestinos.

Esse tipo de auto-engano é uma doença no Oriente Médio. O fato é que o primeiro-ministro indicado de Israel já declarou, bem claramente, que não haverá Solução de Dois Estados; e já plantou uma árvore no Golan, para mostrar aos sírios que Israel não arredará pé de lá. Agora, traz para o governo um homem para o qual os árabes israelenses são cidadãos de segunda classe.

A primeira visita de Lieberman a Washington será imperdível. O AIPAC – que posa como lobby israelense, quando de fato trabalha para o Partido Likud – lutará por Lieberman, e Lady Hillary terá de sorrir para ele no Departamento de Estado. Sabe-se lá, talvez Lieberman sugira a Hillary que institua um teste de lealdade para as minorias nos EUA – o que implicará obrigar Barack a jurar fidelidade aos brancos. E a coisa por aí vai, sem fim.

No Egito, Avigdor Lieberman enfrentará briga mais dura. Hosni Mubarak é gentil com os norte-americanos, mas não esquece que Lieberman disse que o presidente do Egito tinha obrigação de visitar Israel "ou que fosse para o inferno". Lieberman ofendeu gravemente um homem que arriscou muito para manter a paz entre Israel e o Egito.

Os egípcios também sofreram o ultraje de ler nos jornais que Lieberman falara sobre afogar os palestinos no Mar Morto e sobre executar os palestinos-israelenses que se reunissem com o Hamás. Ontem à noite, um apoiador de Lieberman, entrevistado pela rede Al-Jazeera de televisão, descreveu o Hamás como "organização antissemita bárbara" – apesar dos vários altos oficiais do exército israelense que se reuniram com os supostos "bárbaros" antes e depois do acordo de Oslo.

Mas o fortalecimento desse governo extremista em Israel e a nenhuma resposta do governo Obama aos ditos apoiadores de Israel que destruíram a carreira de Freeman parecem ser notícias perigosas só para o Oriente Médio.

O jornal Arab News, de Jeddah, chamou o desastre de Freeman de "grave derrota para a política exterior dos EUA".

A imprensa árabe em geral, ao mesmo tempo em que enuncia as platitudes de sempre, tem dado destaque à resposta acovardada do secretário de imprensa de Obama, Robert Gibbs, ao ser perguntado por que Obama não se manifestara no caso Freeman. "Tenho observado com grande interesse o modo como as pessoas percebem coisas diferentes sobre nossa política e durante a campanha, sobre se estamos mais próximos de um grupo ou de outro. Não estamos preocupados com isso." Quando lhe pediram "respostas diretas", Gibbs disse: "Dei-lhes a resposta mais direta possível."

Foi quase tão engraçado quanto o The New York Times, semana passada, tentando explicar por que Lady Hillary mostrara tanto medo de ofender os israelenses durante o processo de formação do governo de Netanyahu, quando ela disse que a destruição de 1.000 casas de palestinos seria movimento que "não contribui".

O cuidado em relação ao Oriente Médio seria, explicou o NYT, "reflexo da paisagem traiçoeira no Oriente Médio, quando uma frase mal posta faz rufar penas também entre deputados e senadores nos EUA." Que as penas rufam, rufam – e quando Lieberman chegar por lá, veremos quais são as penas mais rufantes.

As mesmas penas rufantes, contudo, melhor fariam se se preocupassem com a linguagem incendiária de Avigdor Lieberman. Ele fala como um russo nacionalista, não como o israelense secular que diz ser.

Eu cobri os massacres da Bósnia no início dos anos 90s e sei ver que a linguagem de Lieberman – de execuções, afogamento, o inferno dos juramentos de lealdade – é idêntica à linguagem dos Mladic e Karadzic e Milosevic.

Lady Hillary e seu chefe deveriam ler alguma coisa sobre a guerra na ex-Ioguslávia, para conhecer melhor os tipos com os quais estão negociando. Responder que eles "não contribuem" jamais será resposta adequada.

Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/fisk-e-a-extremadireita-em-israel/



Escrito por Caseiro de Pindorama às 15h27
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A EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA


                                             Miguezim de Princesa


I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.

II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.

III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.

IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.

V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.

VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.

VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.

VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.

IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.

X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
 A vaga de sacristão.

 



Escrito por Caseiro de Pindorama às 09h54
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Deus está morto

 

"Deus provavelmente não existe. Agora, pare de se preocupar e aproveite a vida". Este é o slogan de uma grande campanha, com anúncios em ônibus e metrôs da capital britânica, que pretende estimular os ateus a saírem do armário.

A idéia começou com um certo tom de brincadeira, quando a comediante Ariane Sherine (foto) sugeriu que um "ônibus ateu" circulasse pela cidade como contrapartida às propagandas religiosas que condenavam os não-cristãos ao inferno.

Ela começou a coletar doações para a campanha com a meta de arrecadar 6 mil libras, o equivalente a R$ 20 mil. Nem ela acreditou quando, em menos de dois dias, a conta do banco já registrava 87 mil libras.

A modesta campanha planejada para os ônibus londrinos se transformou em um mega esforço publicitário de mais de 135 mil libras, com anúncios extras no metrô - citando ateus famosos como a atriz Katharine Hepburn e a poetisa Emily Dickinson - e mensagens em telas eletrônicas no centro da cidade.

Comentário: Propagandas semelhantes também começaram a ser veiculadas na Espanha e despertaram a ira dos religiosos. Gozado. Quer dizer que os ateus precisam respeitar a fé alheia, mas os crentes não? Saravá!



Escrito por Caseiro de Pindorama às 16h59
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Dono da folha não lê a folha



São Paulo, terça-feira, 01 de junho de 2004
 
 
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PAINEL DO LEITOR

Ruptura
"O professor François Chesnais ("Ruptura radical" é a saída para o Brasil, defende professor francês", Entrevista da 2ª, 31/5) tem dado uma excelente contribuição à causa do mundo subdesenvolvido ao mostrar, em seus vários livros, de que forma a globalização capitalista, comandada pelos EUA, aprofunda a divisão entre ricos e pobres até dentro dos países mais ricos do planeta. Mas, ao apontar em sua entrevista a experiência política cubana como exemplo a ser seguido pelos países subdesenvolvidos, especialmente o Brasil, o ilustre professor prestou um desserviço àquela nobre causa. A mundialização humanista, pela qual lutamos, funda-se no respeito integral à democracia e aos direitos humanos, caminho que, infelizmente, não tem sido seguido pelo governo cubano."
Fábio Konder Comparato, professor titular da Faculdade de Direito da USP (São Paulo, SP)
 

 A nota acima, publicada no painel da folha em 2004, prova que o filho do Otavião não lê o próprio jornal - faz muito bem.

Na diarréia verbal dirigida ao professor Comparato após editorial que chamou a ditadura brasileira de "ditabranda", o dono da folha chamou o jurista de cínico e mentiroso por "não expressar repúdio a ditaduras de esquerda, como aquela ainda vigente em Cuba".

Quem levantou a lebre foi o Rodrigo Vianna (www.rodrigovianna.com.br), que cometeu a generosidade de comparar o dono da folha a Carlos Lacerda, o "Corvo". Menos, Rodrigo. Até para ser gênio do mal é preciso competência.



Escrito por Caseiro de Pindorama às 18h22
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Doeu no bolso: "Folha" perdeu 2 mil assinantes, diz blog

Passados três dias do histórico ato em frente à "Folha", restam algumas reflexões a fazer.

A manifestação (precedida de intensa mobilização de internautas, e de um abaixo-assinado eletrônico contra o jornal) ocorreu no sábado. No dia seguinte, o Diretor de Redação da "Folha" reconhceu - em nota oficial publicada no jornal - que chamar a ditadura de "ditabranda" foi um erro.

Otavinho não o fez por bondade, nem por temer os trezentos cidadãos que se plantaram à porta do jornal, para protestar num sábado abafado e calorento. Ele o fez por temer a intensa repercussão negativa do fato.

Por trás dos trezentos cidadãos, havia centenas, milhares de outros mobilizados na internet.

Otavinho provou o poder da guerrilha na rede. Acostumado às estruturas hierarquizadas das velhas redações,  achou que podia insultar a memória dos brasileiros e a honra de dois professores, sem provocar qualquer reação.

Arrogância ou ignorância?

A "Folha" nunca apanhou tanto como nessas duas semanas.  Marcelo Coelho tentou defender o patrão http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/ditabranda-marcelo-coelho-quer-justificar-o-patrao, mas a verdade é que o moral da tropa baixou.

Isso me foi dito por um jornalista que trabalha na "Folha": o editorial infame, a defender a "ditabranda", e a resposta grosseira a Benevides e Comparato geraram "mal-estar" interno, disse-me em off o jornalista que trabalha para os Frias.

Ainda assim, seria pouco para obrigar Otavinho a reconhecer o erro. Ele está se lixando para o mal-estar dos funcionários. Um jornal que demitiu uma repórter que estava sob tortura no DEOPS http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/folha-demitiu-jornalista-que-estava-presa-pela-ditadura  não se importaria com essas perfumarias.

As notícias que começam a circular dão conta de que o problema foi outro.

Assinaturas foram canceladas em bloco nos últimos dias. A notícia me chega desde a Barão de Limeira.

O leitor  Russo Salvatore também me envia um texto do blog do Sakamoto http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/ - com informação parecida. Leiam um trecho:

"Leitores chiaram (fontes de dentro do jornal dizem que uma onda de cancelamento de assinaturas teria acendido uma luz amarela – fala-se em perdas de até 2 mil assinantes) e até profissionais da casa lamentaram o uso do termo".

Isso teria enfraquecido anda mais a posição interna de Otavinho. Ele e o irmão Luis Frias travam uma guerra pelo comando do grupo, desde a morte do pai.

Luís cuida da parte administrativa e do UOL (que é mais rentável que o jornal). Otavinho fica com a "Folha".

O editorial e a arrogância na resposta aos professores teriam deixado Otavinho em posição mais frágil, justamente por ter provocado o cancelamento de centenas de assinaturas. Era preciso conter a sangria.

Quem conhece os bastidores da casa diz que não será surpresa se, nos próximos anos, Luis Frias comprar a parte de Otavinho nos negócios, assumindo sozinho a operação.

Não seria vantagem nenhuma para o Jornalismo.

Luís Frias, dizem minhas fontes, é parecidíssimo com  o falecido pai. Cuida de notícias como se cuidasse de galinhas. Quer  é dinheiro no bolso. Já Otavinho tem veleidades intelectuais.

Somados, os dois não dão nem meio Comparato. São jornalistas de fachada. Personagens do passado.

 

Fonte: http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/doeu-no-bolso-folha-perdeu-2-mil-assinantes-diz-blog



Escrito por Caseiro de Pindorama às 15h28
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Clarice fala sobre a concepção de Macabéa



Escrito por Caseiro de Pindorama às 20h32
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Versos Íntimos

Augusto dos Anjos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de sua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!


Escrito por Caseiro de Pindorama às 20h25
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Discursos no ato público contra a "ditabranda" da folha



Escrito por Caseiro de Pindorama às 19h55
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Janio coloca luz sobre FHC,"O príncipe"

Por JANIO DE FREITAS

História à brasileira

Historiadores à brasileira não sabem que ditaduras vão até onde lhes é vitalmente necessário, e enquanto podem

UMA VERGONHA , ao menos uma, o Brasil tem. É um tal de esconder ou falsificar a própria história, que este vício passa, ele próprio, a ser história. Só agora, passados 70 anos, liberam-se atas de reuniões do Conselho de Segurança Nacional da década de 30 -mas depois de extirpar-lhes mais de 400 linhas. As linhas encobertas são os esconderijos das verdades que mais importam para o conhecimento das posições, circunstâncias e decisões do momento em questão.

(…) Os aspectos mais decisivos no desencadear do golpe de 64 tornam-se progressivamente disponíveis graças à abertura de arquivos dos Estados Unidos. O embaixador Lincoln Gordon, até hoje vendido aqui como pessoa íntegra e bem intencionada em relação ao Brasil, já em seu primeiro encontro com Kennedy, na Casa Branca, propôs um golpe aqui. Isso se sabe por recentes liberações de documentos nos EUA, onde já o governo Kennedy está escancarado e até material do pequeno Bush começa a estar ao alcance público.

O que já era o cofre inexpugnável da documentação brasileira, ganhou de Fernando Henrique um reforço de obscurantismo estarrecedor. O “intelectual príncipe da sociologia” passou a duração do sigilo de documentos oficiais, de 20, 30 anos, para três gerações nos casos mais brandos e, em outros, até a infinidade dos tempos. Já no governo Lula, Fernando Henrique quis explicar-se com a afirmação de que assinou o ato “sem medir as consequências”.

Esquecido do que disse então, Fernando Henrique traz nova narrativa, reproduzida por Fernanda Krakovics e Luiza Damé no “Globo”: assinou o decreto como ato “de rotina”, ao recebê-lo “da secretaria que tratava de assuntos militares”, o que caracterizou, “seja um descuido burocrático, seja má-fé de alguém não especificado”.

Não especificado? Pois sim. O tempo não diminuiu a inverdade de Fernando Henrique para livrar a sua face comprometida como nenhuma outra. É grosseiramente claro que nenhum professor de sociologia, história ou afins deixaria de perceber as consequências óbvias da ampliação de sigilos documentais. Nem assinou como ato de “rotina” que, por descuido ou má-fé, o pegou desprevenido.

Tão logo o decreto obscurantista foi divulgado, ex-colegas de Fernando Henrique na universidade e muitos outros, inclusive no exterior, reagiram pelos meios de comunicação. Se vítima de inadvertência, Fernando Henrique teria emitido novo ato, com a correção do anterior, como fez inúmeras vezes.

Pressionado, Lula afinal se dispôs a alterar a regra de Fernando Henrique. Só, porém, para dizer que a alterara, porque até o sigilo infinito permaneceu.

Não é por acaso que um professor universitário de história faça a afirmação, por exemplo, de que “não é possível chamar de ditadura o período 1964-1968 (até o AI-5), com toda a movimentação político-cultural”.

Deu-se no artigo “Ditadura à brasileira”, de Marco Antonio Villa, Folha de 5.mar.09.

Os militares derrubam um governo constitucional, prendem aos milhares pelo país afora, cassam mandatos parlamentares legítimos nas três instâncias legislativas; impõem ao Congresso subjugado a escolha entre três ou quatro generais, para figurar como presidente; governam por ato institucional e decreto-lei; extinguem os partidos; excluem do serviço público, das autarquias e estatais os opositores reais ou supostos, e, para não ir mais longe, instituem a espionagem no país todo. E, fato muito esquecido hoje em dia, iniciam a tortura nos quartéis e os assassinatos. Início bem comprovado, por exemplo, pela foto de Gregório Bezerra puxado por corda no pescoço em Recife. Ou pela celebridade de pessoas como o capitão Zamith, acusado da morte por tortura de um estudante de medicina na Vila Militar do Rio (tema da edição mais importante, até hoje, de “Veja”), e do sargento Raimundo, torturado no Exército e jogado no rio em Porto Alegre, morto ou para morrer.

Mas “não é possível chamar de ditadura” ao domínio do país por tal regime. Então só pode ser “a democracia” dos historiadores à brasileira. Até por ter “movimentação político-cultural”, permitida entre 64-68 quando não incomodava o regime, servindo mesmo como válvula de escape, e reprimida com vigor quando incomodava.

Os historiadores à brasileira não sabem que as ditaduras vão até onde lhes é vitalmente necessário, e enquanto podem fazê-lo. A diferença entre elas não é a sua essência, nem a sua prática: é a medida do necessário.



Escrito por Caseiro de Pindorama às 15h10
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Ato contra a folha tem repercussão internacional

Los lectores obligan a un diario brasileño a reconocer su error en un editorial

El diario 'Folha de Sao Paulo', el de mayor circulación en Brasil, reconoció su error en un editorial del 17 de febrero en el que llamó a la dictadura militar (1964-1985) "dictablanda", tras una protesta el último sábado de más de 300 personas ante la sede del periódico.

En un comunicado, el director de redacción del diario, Otavio Frías Filho, admitió que "el uso de la expresión 'ditabranda' (dictablanda) fue un error. El término tiene una connotación que choca y que no representa la gravedad del asunto. Todas las dictaduras son igualmente abominables".

Frías Filho, sin embargo, señaló que "desde el punto de vista histórico", la dictadura brasileña, "con toda su truculencia, fue menos represiva que sus congéneres argentina, uruguaya y chilena o que la dictadura cubana, de izquierda, con la cual simpatizan (los manifestantes)".

Varios lectores enviaron cartas de protesta, que fueron publicadas, y 'Folha' emitió una contrarrespuesta pidiendo igual actitud en la crítica a las dictaduras de izquierda.

Las protestas del sábado pedían que los responsables del artículo se retractaran "de rodillas" en una plaza pública y contaron con un memorando de repudio al editorial firmado por 7.000 personas, entre ellos intelectuales como el centenario arquitecto Oscar Niemeyer y el compositor y escritor Chico Buarque.

Fonte: http://www.elmundo.es/elmundo/2009/03/08/comunicacion/1236540191.html



Escrito por Caseiro de Pindorama às 13h44
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A estrela e o santo

Por Luiz Nassif

 

Frei Betto montou seu marketing se anunciando amigo de Fidel; Patrus Ananias, trabalhando duro na periferia.

Betto leva apoio espiritual a políticos ilustres, jornalistas conhecidos, intelectuais afamados; Patrus se dedica aos pobres.

Betto fez sua opção preferencial pelas celebridades; Patrus, pelos anônimos.

Betto procura os holofotes; Patrus a ação discreta.

Betto tem os pecados capitais da soberba e da inveja; Patrus as virtudes da humildade e da sabedoria.

Betto coloca bandeiras a serviço da promoção pessoal; Patrus iça as bandeiras, e se esconde, com pruridos para não se beneficiar da própria obra.

Betto participou de um programa caótico, o Fome Zero; Patrus criou um programa modelo, o Bolsa Família.

Até hoje Betto busca holofotes para celebrar seu fracasso; raramente se vê Patrus celebrando seu sucesso.

O Fome Zero era um esforço de marketing; o Bolsa Família um trabalho que incorpora indicadores avançados, modelos de gerenciamento e parcerias com o setor privado para as chamadas portas de saída dos miseráveis.

Betto critica o Bolsa Família por não ter porta de saída; o Fome Zero não tinha porta de entrada. Era um mero programa que distribuía alimentos, mas nem contribuições conseguia receber por desorganização ampla e geral.

Em suma, é isso o que explica as catilinárias permanentes de Frei Betto, o soberbo, contra a obra de Patrus Ananias, o humilde. Um é candidato a estrela; outro, é candidato a santo.

No Estadão de hoje Betto volta à carga: “Bolsa-Família é política de governo e projeto de poder”. Nas suas memórias ele atribui o fracasso do Fome Zero à pouca vontade do governo em bancar campanhas promocionais. O fracasso não decorreu da falta de holofotes, mas do excesso de preocupação com o brilho.

Quando ambos morrerem, São Pedro os estará aguardando na porta do paraíso. Betto empurrará Patrus, acelerará o passo para chegar na frente: “Eu sou Frei Betto, amigo do Fidel, do Chico Buarque, orientador espiritual da dona Marise, da dona Risoleta, da Milu Vilella, de psiquiatras, escritores e intelectuais famosos”.

Com paciência, São Pedro o afastará educadamente com um braço, enquanto com o outro indicará a Patrus a entrada. Procissões de anjos celebrarão sua chegada.

Betto não receberá o castigo eterno. Apenas passará uma temporadinha no purgatório, para se livrar definitivamente dos pecados da soberba e da inveja.

Aliás, quando vejo Patrus, o irmão leigo, quase volto a acreditar. Aí vejo Betto, o religioso, e caio na real novamente.

 

Fonte: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/03/09/a-estrela-e-o-santo/#comments



Escrito por Caseiro de Pindorama às 13h39
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Manifesto do MSM lido no ato contra a folha

A Organização Não Governamental Movimento dos Sem Mídia – MSM, entidade de direito privado constituída juridicamente em 13 de outubro de 2007,  exorta a sociedade brasileira a repudiar a perniciosa e ameaçadora revisão histórica perpetrada recentemente por editorial do jornal Folha de São Paulo, texto que relativizou a gravidade de crimes cometidos pelo Estado brasileiro entre os anos de 1964 e 1985, período durante o qual a Nação brasileira sofreu usurpação de um golpe militar ilegal e inconstitucional que, por seu turno, gerou aos brasileiros conseqüências nefandas tais como censura à liberdade de pensamento e de expressão, prisões arbitrárias e crimes de tortura, de estupro e de morte, atos de terror que destruíram as vidas de milhões de brasileiros, muitos dos quais sobreviveram àquele terror e, assim, carregam até hoje seqüelas daquele período de trevas.

No âmbito desse repúdio, cumpre à nossa entidade tornar públicos os pontos daquele texto jornalístico que julgamos perniciosos e ofensivos às vítimas que tombaram e às que sobreviveram àquele regime de força, que suprimiu os princípios e mecanismos do Estado Democrático de Direito e as garantias, liberdades e direitos individuais e coletivos, somente restituídos ao povo brasileiro com a edição da vigente Constituição Federal de outubro de 1988.

O editorial do jornal Folha de São Paulo intitulado “Limites a Chávez” foi publicado em 17 de fevereiro deste ano. O veículo de comunicação exerceu um direito óbvio e que não se questiona, o direito de opinar. Criticar o resultado do plebiscito recente na Venezuela ou emitir qualquer outra opinião, portanto, jamais estimularia nossa Organização a protestar de forma tão solene e veemente se não fosse a tentativa de revisão histórica que afirmou que o regime dos generais-presidentes teria sido “brando”, pois tal afirmativa constituiu-se em dolorosa bofetada nos rostos dos que sobreviveram, em verdadeiro deboche dessas vítimas expresso por meio do termo jocoso “ditabranda”, corruptela do único termo possível para identificar aquele regime, o termo ditadura.

Em poucas palavras, o editorial da Folha de São Paulo criou teorias novas, como se verá em trecho a seguir. Disse a Folha de São Paulo: “As chamadas "ditabrandas" – caso do Brasil entre 1964 e 1985 – partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”.

O perigo e a afronta residem no eufemismo. Com efeito, o diabo está nos detalhes. Diga-se essa barbaridade de “acesso controlado à Justiça” aos que ficaram pelo caminho da máquina opressora do Estado brasileiro de então, aos que sofreram tudo que foi acima enumerado. Diga-se a eles que tiveram acesso “controlado” para buscarem reparação pelas violências que sofreram. Achem um só que tenha encontrado guarida e reparação na Justiça, à época, pelas violências que sofreu. E mais: diga-se isso aos que não sobreviveram às ações arbitrárias daquele Estado ditatorial e aos seus famliares.

No conceito de nossa Organização, conceito este amparado no melhor Direito Universal, o que fez o jornal em questão foi dizer “brandos” aqueles crimes, abrindo espaço para a proliferação de mentalidades que ainda defendem publicamente métodos excepcionais de “controle” da Cidadania e das próprias vidas dos cidadãos.

Dizem os defensores da usurpação do Estado Democrático de Direito que ocorreu naquele período obscuro de nossa história que havia então uma “guerra” no Brasil. Uma guerra em que tantos jovens idealistas, muitas vezes pouco mais do que imberbes, sucumbiram defendendo a Constituição, por sua vez violentada pelos desejos de poucos, que estupraram o desejo da maioria que delegou o Poder a um governo constitucional que a ditadura derrubou por meio de golpe de Estado.

O Brasil daquele 1964 tinha um governo eleito pelo voto. Não foi destituído por um processo democrático que se valeu dos mecanismos constitucionais que existiam e que poderiam ser usados se os que se opunham àquele governo acreditassem que tinham representatividade popular para fazer tais mecanismos prevalecerem. Não. Por não estarem amparados pela maioria dos brasileiros, os usurpadores do Poder de Estado legalmente constituído em eleições livres e democráticas trataram de usar a violência, a sedição e a ilegalidade para fazerem prevalecer suas visões, desejos e interesses minoritários, impondo-os sobre uma maioria que mais tarde seria amordaçada e ameaçada, de forma que não pudesse contestar a ruptura do Estado de Direito.

Equiparar o Estado àqueles que os defensores do regime de exceção diziam ser “terroristas”, era, é e sempre será uma aberração jurídica, para economizar palavras. Não cabe no conceito de democracia, de Estado de Direito, a hipótese de agentes do Estado imporem suplícios físicos desumanos e criminosos àqueles dos quais desconfiavam de que não compartilhavam suas idéias totalitárias.

O que torna mais dramática essa revisão afrontosa daquele período da história é que o jornal Folha de São Paulo não se contentou só com ela. Diante dos protestos de dois dos expoentes mais respeitados da intelectualidade brasileira tanto no Brasil quanto no exterior, a professora Maria Victória Benevides e o professor Fábio Konder Comparato, o jornal tratou de insultá-los de forma virulenta, qualificando-os como “cínicos e mentirosos”, claramente tripudiando da indignação dos justos ante absurdo tão rematado quanto o acima descrito.

Nem as poucas opiniões contrárias que o jornal permitiu que fossem vistas em suas páginas opinativas, sempre de forma tão “controlada” quanto afirmou antes que fazia a sua “ditabranda”, puderam minorar a dor dos sobreviventes dos Anos de Chumbo, e tampouco fizeram a justiça necessária à memória das vítimas fatais da ditadura cruel que vigeu naquele período triste da história deste País.

Tanta injustiça, desrespeito, deboche talvez encontre “explicação” quando se analisa o papel exercido pelo jornal contra o qual protestamos durante boa parte do tempo em que a ditadura militar oprimiu esta Nação.

Em obra literária de autoria de um colaborador desse meio de comunicação, do jornalista Elio Gaspari, intitulada “A Ditadura Escancarada”, figura acusação ao jornal Folha de São Paulo que este jamais rebateu de forma adequada e pública, a acusação de que cedeu veículos à sua “ditabranda” para o transporte de presos políticos.

Mas é em editorial desse grupo empresarial publicado em 22 de setembro de 1971, no auge da ditadura, que transparecem as relações de então entre a mídia e o regime. Diz aquele editorial pretérito tão nefasto quanto o editorial mais recente, sendo ambos do grupo empresarial de comunicação da família Frias:

Como o pior cego é o que não quer ver, o pior do terrorismo é não compreender que no Brasil não há lugar para ele. Nunca ouve. E de maneira especial não há hoje, quando um governo sério, responsável, respeitável e com indiscutível apoio popular, está levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social - realidade que nenhum brasileiro lúcido pode negar, e que o mundo todo reconhece e proclama. O país, enfim, de onde a subversão - que se alimenta do ódio e cultiva a violência - está sendo definitivamente erradicada, com o decidido apoio do povo e da imprensa, que reflete o sentimento deste." Octávio Frias de Oliveira, 22 de setembro de 1971”.

Apesar desse documento histórico com dia, mês e ano, e que pode ser encontrado nos arquivos desse grupo empresarial de comunicação, apesar desse documento que mostra faceta do jornal Folha de São Paulo que ele teima em não reconhecer e que certamente não quer ver conhecido por seu público atual talvez por ter vergonha de seu passado, sua alegação contemporânea é a de que “combateu” a ditadura que aquele editorial, assinado por seu proprietário de então, qualificava como “séria, responsável, respeitável e com indiscutível apoio popular”.

Não se consegue entender como a Folha de São Paulo, então, media o “apoio popular” à ditadura, pois não havia eleições livres ou mesmo pesquisas sobre a popularidade dos ditadores. Era, pois, uma invenção a tese de que a ditadura estaria “levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social”,  porque, à luz do conhecimento histórico daquele período, o que se sabe é que o que gerou foi concentração de renda, ou seja, empobrecimento dos mais pobres e enriquecimento dos mais ricos.

No dia em que o editorial profano mais recente foi lido pelos Sem Mídia, o que nos veio às mentes foram as palavras imortais do ativista negro norte-americano doutor Martin Luther King que pregaram, há tantas décadas, a conduta dos democratas diante dos violadores da democracia: “O que preocupa não são os gritos dos maus, mas o silêncio dos bons”. E é por isso que estamos aqui hoje, porque a sociedade civil não aceita e não ficará inerte assistindo a defesa velada de uma ditadura e a tentativa de vender a tese de que ela foi menos do que ilegal, imoral e terrivelmente dura, tendo sido tudo, menos “branda”.

 

São Paulo, 7 de março de 2009

 

Eduardo Guimarães 

 

Parabéns, Eduardo! O otavinho teve de colocar o rabinho entre as pernas


Mais informações sobre o ato: http://edu.guim.blog.uol.com.br/

                                                http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/fatos-e-fotos-ditabranda-e-a-porra

                                                http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=52009

                                              http://www.viomundo.com.br/opiniao/comissao-de-anistia-quer-identificar-financiadores-da-oban/



Escrito por Caseiro de Pindorama às 18h59
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O mal venceu, mas a luta continua

Manifestação contra Folha reúne 300 pessoas em frente ao jornal

Militantes fazem desagravo a professores, que não comparecem a evento

DA REPORTAGEM LOCAL

Cerca de 300 pessoas participaram ontem pela manhã de manifestação contra a Folha em frente à sede do jornal, na região central de São Paulo.
O ato público tinha o duplo objetivo de protestar contra editorial publicado pelo jornal no dia 17 de fevereiro, que usou a expressão "ditabranda" para caracterizar o regime militar brasileiro (1964-1985), e prestar solidariedade aos professores Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato. Nenhum dos dois estava presente.
A Folha publicou no "Painel do Leitor" 21 cartas sobre o assunto, 18 delas críticas aos termos do editorial, entre as quais as assinadas por Benevides e Comparato. Segundo escreveu este último, o autor do editorial e o diretor de Redação que o aprovou "deveriam ser condenados a ficar de joelhos em praça pública e pedir perdão ao povo brasileiro".
Em resposta, o jornal classificou a indignação dos professores de "cínica e mentirosa", argumentando que, sendo figuras públicas, não manifestavam o mesmo repúdio a ditaduras de esquerda, como a cubana.
Desde então, além de cartas, o jornal vem publicando artigos a respeito da polêmica, alguns dos quais com críticas ou reparos à própria Folha.
O protesto de ontem foi organizado pelo Movimento dos Sem-Mídia, idealizado pelo blogueiro Eduardo Guimarães. O público era composto na sua maioria por familiares de vítimas da ditadura, estudantes e sindicalistas ligados à CUT.

Abaixo-assinado
Um abaixo-assinado de repúdio ao editorial da Folha e solidariedade a Benevides e Comparato circulou pela internet nas últimas semanas. Entre seus signatários estão o arquiteto Oscar Niemeyer, o compositor e escritor Chico Buarque, o crítico literário Antonio Candido e o jurista Goffredo da Silva Telles Jr.
Niemeyer disse que "o convite para assinar veio de um amigo muito querido, que foi preso e torturado. Fiquei muito chateado, porque gosto do pessoal da Folha. Fiquei constrangido, mas não podia dizer que não". O arquiteto disse não ter lido o editorial. Na sua versão eletrônica, o abaixo-assinado contava com mais de 7.000 adesões, cuja autenticidade, porém, não há como comprovar.
Segue a íntegra do texto:
"Ante a viva lembrança da dura e permanente violência desencadeada pelo regime militar de 1964, os abaixo-assinados manifestam seu mais firme e veemente repúdio à arbitrária e inverídica revisão histórica contida no editorial da Folha de S.Paulo do dia 17 de fevereiro de 2009.
Ao denominar ditabranda o regime político vigente no Brasil de 1964 a 1985, a direção editorial do jornal insulta e avilta a memória dos muitos brasileiros e brasileiras que lutaram pela redemocratização do país. Perseguições, prisões iníquas, torturas, assassinatos, suicídios forjados e execuções sumárias foram crimes corriqueiramente praticados pela ditadura militar no período mais longo e sombrio da história política brasileira. O estelionato semântico manifesto pelo neologismo ditabranda é, a rigor, uma fraudulenta revisão histórica forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensão das liberdades e direitos democráticos no pós-1964.
Repudiamos, de forma igualmente firme e contundente, a Nota da Redação, publicada pelo jornal em 20 de fevereiro em resposta às cartas enviadas ao "Painel do Leitor" pelos professores Maria Victoria de Mesquita Benevides e Fábio Konder Comparato. Sem razões ou argumentos, a Folha de S.Paulo perpetrou ataques ignominiosos, arbitrários e irresponsáveis à atuação desses dois combativos acadêmicos e intelectuais brasileiros. Assim, vimos manifestar-lhes nosso irrestrito apoio e solidariedade ante as insólitas críticas pessoais e políticas contidas na infamante nota da direção editorial do jornal.
Pela luta pertinaz e consequente em defesa dos direitos humanos, Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato merecem o reconhecimento e o respeito de todo o povo brasileiro."

 

Folha avalia que errou

DA REDAÇÃO

O diretor de Redação da Folha, Otavio Frias Filho, divulgou ontem as seguintes declarações:
"O uso da expressão "ditabranda" em editorial de 17 de fevereiro passado foi um erro. O termo tem uma conotação leviana que não se presta à gravidade do assunto. Todas as ditaduras são igualmente abomináveis.
 
Otavio Frias Filho

 

Comentário: A manifestação foi ótima. Um abraço fraterno em todos os companheiros que participaram, que apoiaram e que assinaram o abaixo assinado online. O objetivo foi atingido.

Todavia, é inaceitável que Benevides e Comparato não tenham comparecido e sequer mandado um representante ou nota de apoio.



Escrito por Caseiro de Pindorama às 10h42
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O diabo veste batina

Arcebispo de Olinda e Recife excomunga quem participou do aborto de menina de 9 anos

O arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, que lutava pela continuidade da gestação da menina de 9 anos, grávida de gêmeos, condenou a realização do aborto pela equipe de médicos da unidade de saúde pública do Cisam, na Encruzilhada. Dizendo-se surpreso pelo desfecho do caso, a autoridade eclesiástica classificou o procedimento como um "crime grave" e disse que houve "um homicídio contra duas vidas inocentes".

 Ainda segundo ele, o ato infringe duas leis: a lei de Deus - pois contraria o 5º mandamento, que diz "não matarás" - e a doutrina da Igreja Católica. Evocando os preceitos episcopais, o líder afirmou que todos os envolvidos no procedimento cirúrgico, incluindo os médicos e integrantes de ONGs feministas que apoiaram a interrupção, com exceção da menina, foram excomungados da instituição religiosa.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/03/05/urbana3_0.asp#

Comentário: O líder dessa corporação que há séculos comete atrocidades deveria ser esbofeteado em praça pública. Se o "deus" de "dom" José de fato existisse, ele e seus colegas batina já teriam sido tragados para as profundezas. Como é possível falar em preservação da vida diante de um situação tão terrível? "Dom" José tem compaixão pelos fetos decorrentes de um estupro, mas não pela pobre criança de 9 anos molestada pelo pai?

Basta da influência nefasta da igreja católica - e de todas as outras. O Brasil é um país laico.

PS: Os médicos devem ter lamentado muito por terem sido excomungados...



Escrito por Caseiro de Pindorama às 15h04
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O MST, o ministro Gilmar Mendes, a governadora Crusius, o Estado de Direito e o teatro de rebolado

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Por Alípio Freire - editorial do Brasil de Fato de 03/03/09

Nos dias que sucederam o carnaval, a direita lançou mais uma grande ofensiva. Desta vez, com o seu foco centrado no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Se no Pontal do Paranapanema (SP) a direita pode se aproveitar da movimentação pacífica que os acampados fizeram naquele período, o mesmo não se deu nos casos de Pernambuco ou do Rio Grande do Sul.

Em Pernambuco, pistoleiros a mando e soldo de um fazendeiro invadiram um acampamento e surraram um dos acampados, contra o qual teriam disparado uma arma, não fosse a intervenção de outros moradores.

No Rio Grande do Sul, foi mais uma ação orquestrada entre o Ministério Público local e a arquicorrupta e ultradireitista governadora do Estado, senhora Yeda Crusius (PSDB), com seus brigadistas, proibindo as escolas itinerantes que atendem as crianças sem-terra. 

 

 

A grande mídia comercial

 

Trombeteando aos quatro ventos, amplificando e ampliando os conteúdos ideológicos da caçada aos sem-terra, a grande mídia comercial constrói e divulga seus noticiários, reescrevendo impunemente e ao seu bel-prazer versões de fatos presentes e pretéritos.

 

As manchetes bradaram: “MST deve 40 milhões aos cofres públicos”. Ora, desde que o Estado se retirou de diversos espaços (Governo do doutor honoris causa Fernando Henrique Cardoso), esses passaram a ser preenchidos por ONGs e/ou pelo crime organizado

 

Se os caminhos para suprir a ausência do Estado eram esses, e em sendo o MST um movimento legal e legalista, pois suas ações visam sempre e tão somente pressionar no sentido do cumprimento dos dispositivos da nossa Constituição que determinam que toda terra improdutiva e aquelas utilizadas para a plantação de drogas sejam desapropriadas e destinadas à Reforma Agrária, a escolha não poderia ser outra: o caminho seria (e continuará a ser) o das ONGs. Caminho legal e legítimo – por sinal, o mesmo escolhido pela dona Ruth Cardoso, cuja ONG, Alfabetização Solidária, recebeu mais de 330 milhões de reais de dinheiro público para a alfabetização de adultos.

 

 

Teatro do Rebolado

 

A expressão “Teatro do Rebolado” foi criada pelo cronista Stanislaw Ponte Preta (o mesmo que glosou a política brasileira do seu tempo com os impagáveis FEBEAPÁs – Festival de Besteiras que Assola o País) para se referir aos Teatros de Revista, muito comuns e populares nas décadas de 1940 e 1950.

Em São Paulo, durante a primeira metade dos anos 1960, vivia o esplendor da sua decadência, o Teatro das Bandeiras. Pois bem, os textos eram mambembes, a música e a orquestra eram mambembes, os cenários eram mambembes, os atores eram mambembes, o figurino era mambembe e, sobretudo a escadaria do cenário, por onde a vedete descia no momento da apoteose, não apenas era mambembe (à altura da pobre vedete, com sua pele sempre manchada de roxo, resultado de escoriações e dos exaltados beijos do amante da noite anterior), como balançava a ponto de se temer que desabasse a qualquer momento, em cena aberta.

 

Pois bem, é esta a cena que ocorre a muitos dos que eventualmente assistiram de “Cuba pra lua”, “Tirando o cavaco do pau”, “Tem pixixi no pixoxó” ou outras peças ali encenadas, cada vez que o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), pisa a ribalta para fazer suas declarações e pré-julgamentos públicos, enchendo a boca com a expressão “Estado de Direito”, em nome da legalidade, da probidade, da lisura e moral públicas. Sempre soa mal e postiço. O histórico do ministro não combina com sua fala, e só são capazes de aplaudi-lo espectadores tipo aqueles acostumados a viver nas sombras, daqueles se escondiam pelos cantos mais escuros da platéia do Teatro das Bandeiras, para suas práticas solitárias.

 

A última entrada em cena do doutor Gilmar, na semana passada, para criminalizar o MST foi exemplar no sentido do que vimos falando. Foi recebida apenas com os aplausos do promotor público gaúcho, doutor Gilberto Thums, do presidente da Associação Comercial de São Paulo, senhor Alencar Burti, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e de congêneres. Tudo isto sem esquecermos, obviamente, da grande mídia comercial e dos seus patronos da frente PSDB-DEM.

 

Ao se pronunciar sobre matéria que deverá julgar, o ministro Gilmar incorre em atentado contra a própria Constituição, que não lhe permite tais práticas, o que contradiz frontalmente suas demagogias de defesa do Estado de Direito. Ao discursar sobre moral pública... bem, as denúncias sobre seus trambiques em Diamantino; seu acumpliciamento com o ministro da Defesa, doutor Nelson Jobim, para desvio de verbas desse Ministério para financiamento de negócios privados do doutor Gilmar saltam às nossas caras; para não falarmos do caso Daniel Dantas, e dos grampos que forjou para se livrar e aos seus sócios dos resultados de investigações que o incriminavam, tanto quanto aos seus parceiros. 

 

Mas de imediato, duas questões são as mais graves:

 

1. A desenvoltura do presidente do STF e seu contumaz desrespeito as normas que disciplinam seu comportamento, certamente só é possível pela omissão dos demais juízes que compõem o STF.

 

2. A leniência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva frente a esse personagem. O presidente da República jamais poderia ter tentado socorrer o doutor Gilmar dos ataques e críticas ao seu comportamento público, pré-julgando a questão e tentando criar uma campanha nacional de abertura de denúncias e processo contra os sem-terra.

 

O presidente Luiz Inácio saiu em socorro do doutor Gilmar, dizendo que suas declarações sobre o MST foram feitas enquanto cidadão, expondo-se a uma situação constrangedora que culminou com o desmentido e desmoralização do presidente do Executivo: o doutor Gilmar no dia seguinte ao pronunciamento do chefe do Executivo, tripudiou sobre sua cabeça e o desmentiu. Declarou em alto e bom som que não falou enquanto cidadão coisa nenhuma, mas como presidente do STF.

 

Ao fim e ao cabo, há uma pergunta que não quer calar: quantos e quais dossiês secretos tem em mãos o doutor Gilmar, para transformar o próprio presidente Luiz Inácio em seu refém?



Escrito por Caseiro de Pindorama às 18h20
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