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Blog do Caseiro


O telhado de vidro da corporação do bento

Presidente paraguaio assume paternidade de menino de 2 anos

Fernando Lugo ainda era bispo da Igreja Católica quando se relacionou com a jovem Viviana Carrillo, de 26 anos

 

ASSUNÇÃO - O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, admitiu nesta segunda-feira, 13, ser o pai de Guillermo Armindo, um menino de quase dois anos, nascido de um relacionamento com uma jovem chamada Viviana Carrillo quando ele ainda era bispo da Igreja Católica.

 

O caso veio a público no último dia 8, quando os advogados Claudio Costinchok y Walter Acosta entraram com um pedido de reconhecimento de paternidade no nome de Viviana, que posteriormente os desautorizou. 

 

"Tivemos uma relação e assumo todas as responsabilidades que derivam disto. Reconheço a paternidade da criança ante meu povo e minha consciência", disse o presidente.

 

Lugo, de 58 anos, renunciou ao sacerdócio em dezembro de 2006 para se dedicar à política. Ele era bispo na província de São Pedro, a mais pobre do Paraguai, onde mora a mãe da criança. O menino nasceu em maio de 2007.

Lugo disse que não daria mais declarações em respeito a privacidade do filho e pelo fato de exercer a presidência da república.

O paraguaio, eleito em uma coalizão de esquerda no ano passado, enfrenta uma forte oposição dos conservadores do partido Colorado.

Fonte

 

Comentário: O que mais incomoda na corporação comandada por "bento XIV" é a hipocrisia. Mas Lugo não desapontará seus antigos empregadores. Apesar de não ter se mantido casto, não utilizou preservativo, essa invenção do demônio...

 



Escrito por Caseiro de Pindorama às 15h16
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Só 6% controlam geração de renda no Brasil


Livro mostra que meios de produção do país pertencem a 6% da população

Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil


São Paulo - Os meios de produção de riqueza do país estão concentrados nas mãos de 6% dos brasileiros. É uma das conclusões apresentadas no livro Proprietários: Concentração e Continuidade lançado hoje (2), na sede do Conselho Regional de Economia (Corecon), em São Paulo.

A publicação é o terceiro volume da série Atlas da Nova Estratificação Social do Brasil, produzida por Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e vários economistas do órgão. Do livro, consta um levantamento que revela que, de cada 20 brasileiros, apenas um é dono de alguma propriedade geradora de renda: empresa, imóvel, propriedade rural ou até mesmo conhecimento – também considerado um bem pelos pesquisadores.

Em entrevista coletiva organizada para o lançamento do livro, Pochmann afirmou que a concentração das propriedades no Brasil é antiga e remete aos tempo da colonização. Desde a concessão das primeiras propriedades agrícolas, passando pela industrialização ocorrida no século 20, até o aumento da atividade financeira, os meios de produção sempre estiveram sob controle da mesma e restrita parcela da população nacional.

"A urbanização aumentou o número de propriedades e de proprietários, mas não acompanhou o aumento da população. A concentração permanece. Nós [brasileiros] nunca vivemos uma experiência de democratização do acesso às propriedades no nosso país”, disse.

De acordo com o livro, os proprietários brasileiros têm um perfil específico comum. A grande maioria tem entre 30 e 50 anos de idade, é de cor branca, concluiu o ensino superior, e não tem sócios.

Para Pochmann, o quadro da distribuição das propriedades brasileira é grave. O Brasil tem seus meios produção de riqueza mais mal distruídos entre os países da América Latina, por exemplo. E isso não deve mudar em um curto prazo, segundo o economista.

“Estamos fazendo reforma agrária desde os anos 50 e nossa distribuição fundiária é pior do que a de 50 anos atrás; nossa carga tributária onera os mais pobres; a única coisa que vai bem é a educação”, afirmou ele, citando dados que apontam que o percentual dos jovens que frequenta a universidade passou de 5,6%, em 1995, para cerca de 12%, em 2007.

Pochmann disse porem que  mesmo com o aumento dos índices da educação, ele ainda está muito aquém do encontrado na Europa, onde 40% dos jovens têm diploma universitário. Ressaltou também que a mudança da distribuição das propriedades por meio da educação é a forma mais lenta de justiça.

Fonte: Azenha



Escrito por Caseiro de Pindorama às 12h01
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